A partir do mês de Abril, a centralidade da Quilemba, no município do Lubango, na província da Huíla, começa a ser habitada, sendo que prevê-se que cerca de 66 mil pessoas venham habitar no projecto urbanístico que já possui serviços técnicos.
Segundo notícia da RNA, as primeiras 800 casas da centralidade da Quilemba serão entregues em Abril, numa altura que já existem serviços técnicos, como a estação de captação e tratamento de água, sistemas de escoamento de águas residuais, espaços verdes e jardins com iluminação pública.
Em declarações à estação radiofónica pública, o administrador do Lubango, Armando Vieira, disse que com a passagem do projecto habitacional da empreiteira chinesa Citic para a gestão municipal, haverá necessidade de se constituir um corpo administrativo para a centralidade da Quilemba.
Segundo avançou, o projecto já conta com oito mil habitações, para 66 mil pessoas, sendo que “agora em Abril vamos entregar as primeiras 800 casas”.

Visita de constatação
Na ocasião, o vice-governador da Huíla para o sector Técnico e Infra-estruturas, Nuno Mahapi, revelou que o governo está a trabalhar com a Imogestin no sentido de se concluirem as infra-estruturas da centralidade, que engloba oito mil fogos habitacionais.
“Estes espaços vão de acordo às necessidades de habitação que a população da cidade do Lubango aguarda há muito tempo. Constatamos as tarefas que estão a ser realizadas para que as condições estejam devidamente criadas para que as casas sejam entregues às nossas populações”, frisou.
O governante destacou que os trabalhos que estão a ser feitos prendem-se com sistemas de captação e tratamento de água, tendo garantido que “assim que as condições estiverem devidamente criadas, acreditamos que as casas começam a ser habitadas”.

Construções em zonas de risco
Recentemente, o administrador do Lubango, Armando Vieira, informou ao JE que, cerca de 3.265 pessoas vivem em zonas de risco, na cidade do Lubango.
Armando Vieira disse que deste número, 1.242 já receberam lotes de terrenos de mil metros quadrados e outros apoios, mas ainda assim “insistem” em habitar em zonas de risco, como são os casos de linhas de água, passagem hidráulica, prolongamento de ruas e outras infra-estruturas públicas.
O administrador municipal do Lubango informou que, para o ano 2019, as pessoas que continuarem a construir as suas moradias em zonas de risco, vão merecer atenção especial.
No âmbito dos trabalhos de requalificação das infra-estruturas integradas, o administrador referiu que está em curso, o desassoreamento do rio Caculuvar.
Referiu que apesar dos trabalhos em curso, ainda há cidadãos que continuam a depositar lixo, nas margens do rio.
Armando Vieira informou que, o combate às construções anárquicas também vai continuar a merecer a atenção da administração municipal do Lubango, tendo alertado que todos os funcionários da instituição que forem cúmplices nesses processos vão ser responsabilizados judicial
ou criminalmente.