Os dois empreendimentos energéticos, inaugurados pelo governador da província de Cabinda, Marcos Alexandre Nhunga, foram construídos num período de três anos, e estão situados, na zona do Matadouro, no bairro 1º de Maio, e o outro na aldeia do Sende, no âmbito do “Projecto global de electrificação e ligações domiciliares da província de Cabinda”, avaliado em mais de 59,9 milhões de dólares. A subestação do bairro Matadouro pode receber até 50 MW de potência de energia de alta tensão, e com a capacidade de transformá-la até 15 KVS de saída em média tensão. Já a subestação do Sende possui uma capacidade de potência de 25 MW de energia de alta tensão, e 30 KVS de saída em média tensão.

Mais electricidade
Com entrada em funcionamento das duas subestações eléctricas, as populações de algumas zonas da cidade de Cabinda, bairros periféricos e sobretudo os moradores da zona Sul da cidade, partindo do Povo Grande até a zona fronteiriça do Yema, e outras áreas mais recônditas, passam a beneficiar de uma energia eléctrica com melhor qualidade. O governador provincial, Marcos Nhunga, considerou as duas subestações eléctricas como sendo uma mais-valia para as populações da cidade de Cabinda e dos bairros periféricos, na medida em que “vieram resolver em definitivo os graves problemas que se registavam”. Marcos Nhunga aproveitou a ocasião para recordar que projectos idênticos estão, igualmente, em curso nos municípios de Cacongo, Buco-Zau e Belize com o objectivo de reforçar a qualidade de energia eléctrica a ser distribuída às populações do interior da província. Por sua vez, o director provincial da Empresa Nacional de Distribuição de Energia (ENDE), José Carlos Bravo da Rosa, disse que as duas subestações eléctricas possuem uma tecnologia de ponta e que vão permitir uma maior “flexibilidade” no que tange a gestã da rede de distribuição. Para uma maior e melhor rentabilidade dos dois equipamentos colocados à disposição dos consumidores, José Carlos Rosa defendeu a continuidade de investimentos na rede de baixa tensão, com particular realce para a montagem de postos de transformação (PT) e ligações domiciliares. A Ende, segundo aquele responsável, fornece actualmente energia eléctrica a sessenta mil consumidores, uma cifra que poderá aumentar nos próximos dias, com as novas ligações domiciliares em perspectiva.