Cerca de 56.760 habitantes do município de Ambaca, da província do Cuanza Norte, tem acesso à água potável, como resultado dos trabalhos de construção e recuperação de centros de captação, tratamento e chafarizes.
O número representa 68 por cento de consumidores, numa altura em que o município conta com mais de 82 mil habitantes.
Um dos factores que permite a fácil criação de projectos ligados ao fornecimento de água é a existência de vários rios permanentes, próximos das comunidades, como o caso do Luinga grande e pequeno, Fuxi, Kapemba, Kamussongue, Kakele, Kamakolombolo, Kamalengue, Kamusanga.

Sistema de abastecimento
O administrador municipal de Ambaca, Malungo Fausto Catessamo frisou que um sistema de abastecimento de água potável, por gravidade, foi recentemente instalado na localidade de Nzaji, na comuna do Máua, o que permitiu a construção de três chafarizes com duas torneiras cada, que trabalham 24 horas por dia, para a satisfação de cerca de 1.000 habitantes.
Sublinhou que nas comunas do Bindo, Tango e Luinga todos os chafarizes antes inoperantes foram intervencionados, o que está permitir o consumo regular de água nestas zonas de Ambaca.
“Os sistemas de captação e tratamento estão a operar através de electrobombas”, disse. Frisou que em 2018, quatro chafarizes foram erguidos, na periferia de Camabatela, juntando-se aos 19 anteriormente, o que permitiu a criação de 1.750 ligações domiciliares, na vila de Camabatela.
Fez saber que 22 por cento da população de Ambaca não tem acesso à água potável, tendo avançado a existência de um estudo para reversão do quadro.
Fez saber que a falta de energia eléctrica pública e domiciliar e água canalizada têm condicionado a total ocupação do projecto dos 200 fogos habitacionais, que nesta altura tem 10 por cento das casas ocupadas.

Reabilitação de infra-estrururas
Sobre a situação das estradas, informou que Ambaca é constituído por uma malha rodoviária secundária de 111 quilómetros.
Deu a conhecer que a via de maior relevância em Ambaca é a que liga a Vila de Camabatela à aldeia de Kanguimbi, num percurso de 25 quilómetros, actualmente em mau estado, embora tenha sido intervencionada em princípios de 2018.
Fausto Catessamo destacou a construção de um Ponteco, no troço Vila de Camabatela.
Em relação ao matadouro de Camabatela construído numa área de 10,9 hectares, inaugurado a 11 de Agosto de 2017, deu a conhecer que tem a capacidade para o abate de 300 animais por dia, mas que actualmente está paralisada, devido a falta de matéria-prima.
Salientou que o potencial bovino da região está estimado em mais de 18 mil cabeças, espalhados em 532 fazendas pecuárias.
Ressaltou que a vacinação do gado é feita de forma regular, sendo a dermatofilose a patologia que mais preocupa as autoridades do município.
Salientou que recentemente dois quilómetros, dos sete que compõem o perímetro irrigado do Luínga foram reabilitados, com o intuito de impulsionar a actividade agrícola naquela região de Ambaca.