O secretário de Estado das Telecomunicações, Mário de Oliveira, disse em Luanda, durante o “Breakfast com o regulador”, que 80 por cento da população angolana deverá ter acesso ao serviço de banda larga até 2022.
De acordo com o governante, esta pretensão enquadra-se nos objectivos de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas e da agenda 2030 da União Africana, cujas acções se encontram plasmadas nos compromissos da SADC 2025, bem como no Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2018-2022.
Neste âmbito, de acordo com Mário de Oliveira, 50 por cento dos lares em cada Estado-membro da SADC deve estar conectado à internet, os serviços básicos de banda larga têm de tornar-se acessíveis na SADC em, pelo menos, dois por cento do PIB mensal per capita.
Todos Estados-membros devem possuir um plano nacional de banda larga ou incluir banda larga na sua definição de serviço de acesso universal, bem como apresentar usuários de banda larga/internet na ordem dos 65 por cento.

Desafios
Ainda no âmbito do PDN, 60 por cento dos jovens e adultos, em cada membro da SADC, deve ter alcançado pelo menos um nível mínimo de referência nas habilidades digitais sustentáveis e a desconexão das pequenas e médias empresas deve ser reduzida em 50 por cento por sector, bem como 40 da população deve usar serviços de finanças digitais.
Segundo ele, o PDN 2018-2022 recomenda ainda que a igualdade entre os sexos deve ser lançada em todas as metas de banda larga da SADC e os serviços básicos ou os serviços de instalação nos agregados familiares do acesso à banda larga fixa ou móvel devem tornar-se acessíveis na SADC, passando a custar menos de 50 dólares ou dois por cento do PIB mensal per capita, prevalecendo o critério que for menor.