A conclusão de várias obras em curso em Luanda está dependente da activação da Linha de Crédito da China, informou na passada terça-feira o ministro da Construção e Obras Públicas, Manuel Tavares de Almeida.
O governante prestou esta informação à imprensa, no termo de uma visita de campo que efectuou com o governador provincial de Luanda, Adriano Mendes de Carvalho, em várias infra-estruturas viárias de macro-drenagem e bacias de retenção de águas pluviais.
De acordo com Manuel Tavares de Almeida, neste momento, o Governo está a tratar de activar a linha de financiamento da China, para se dar início às fundações da circular que facilitará o tráfego do novo Aeroporto Internacional de Luanda na estrada de Catete.
“Nós temos até 2020, um prazo suficiente para executar essa obra sem constrangimentos”, afirmou.
O responsável que não precisou o montante a ser aplicado, referiu que há projectos em curso, considerados prioritários, com financiamento assegurado, aos quais, o sector está
a efectuar pagamentos.
Relativamente à ponte do Panguila, actualmente com um trânsito condicionado por causa da iminência de desabamento, tranquilizou dizendo que, a partir desta sexta-feira (hoje), será reaberto o tráfego normal, depois terá início o projecto de construção de uma outra ponte ao lado.
Satisfação
Já o governador provincial de Luanda, Adriano Mendes de Carvalho, manifestou satisfação pela preocupação do Ministério da Construção e Obras Públicas em ver as obras terminadas, como sejam, o BRT, da segunda circular Funda Catete, as macro-drenagens e valas de retenção do Zango, via Expressa, Viana/Cacuaco, centralidades do Kilamba e Zango oito mil.
O governador augura que o trânsito flua mais no centro da cidade, contribuindo assim para a melhoria da saúde dos cidadãos, pelo que apela a manterem a paciência e a esperança num futuro melhor.

Intenção
programa de investimento público
Prevê reabilitar 4 mil km em 2019

A partir de 2019, pelo menos quatro mil quilómetros de estradas do país serão restaurados, para se evitar a sua completa degradação, informou na passada sexta-feira, em Luanda, o ministro da Construção e Obras Públicas, Manuel Tavares de Almeida.
Em declarações à imprensa à margem do “Fórum de participação dos jovens e crianças nas políticas de obras públicas”, realizado na capital angolana, o governante referiu que a implementação desta medida, denominada “Programa de Salvação”, visa impedir que as estradas se danifiquem por completo e evitar uma intervenção mais profunda.
O ministro disse também ter havido um levantamento minucioso por todo país sobre o estado de conservação das estradas, e esse estudo está previsto no programa de investimento público de 2019.
“Fizemos um levantamento da situação de todas as estradas do país, quilómetro por quilómetros, constatámos que há muitas estradas boas, mas com pequenos troços que criam grandes constrangimentos, sendo nossa intenção resolver esses problemas e torná-las operacionais”, acrescentou.

Construção
Projecto “Aldeia Sustentável”
é implementado em Malanje

Um projecto denominado “Aldeia” está a ser desenvolvido em Malanje, pelo Fundo de Apoio Social (FAS), visando a congregação dos munícipes em comunidades e facilitar serviços sociais junto das mesmas.
O plano surge pelo facto de em muitas áreas rurais a população viver separada em pequenas aldeias e povoados, o que dificulta a construção de infra-estruturas e o desenvolvimento de acções tendentes a melhorar a vida dos munícipes.

Organizar as comunidades
De acordo com o director local do organismo, Joaquim Fernandes, o objectivo é organizar e juntar as comunidades em micro áreas compostas por pelo menos cem famílias ou quinhentas pessoas, para que possam beneficiar de serviços sociais básicos.
Afirmou que a primeira experiência já decorre na comuna de Xandel, município do Quela, e será extensiva gradualmente a outros municípios, com base numa experiência desenvolvida pelo Governo da Coreia do Sul para as comunidades pobres.
Explicou que a unificação das famílias vai ajudar a promover e a sustentar o auto-desenvolvimento, através da identificação e busca de resolução dos problemas.
O Fundo de Apoio Social opera há mais de 10 anos em Malanje. A implementação de projectos e assistência às comunidades, construção de infra-estruturas, financiamento de projectos, apoios com kits de trabalho agrícola às famílias camponesas, no âmbito das parcerias com o Estado figuram entre as suas principais acções.