No preâmbulo do acordo que cria a ZLCCA pode-se ler, resumidamente, que os Chefes de Estado membros da União Africana, “cientes do lançamento das negociações para a criação da Zona de Comércio Livre Continental visando integrar os mercados de África, em conformidade com os objectivos e princípios enunciados no Tratado de Abuja durante a Vigésima-Quinta Sessão Ordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana realizada em Joanesburgo, África do Sul, nos dias 14 e 15 de Junho de 2015 (Assembly/AU/Dec. 569 (XXV));
DESEJOSOS de executar a Decisão (Assembly/AU/Dec.394(XVIII)) da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo, tomada durante a sua Décima Oitava Sessão Ordinária realizada em Adis Abeba, Etiópia, nos dias 29 e 30 de Janeiro de 2012, relativa ao quadro, roteiro e arquitectura para acelerar a criação da Zona de Comércio Livre Continental Africana e ao Plano de Acção para Promoção do Comércio Intra-Africano;
DETERMINADOS a reforçar as nossas relações económicas com base nos respectivos direitos e obrigações decorrentes do Acto Constitutivo da União Africana de 2000, o Tratado de Abuja, e se for o caso, o Acordo de Marraquexe que cria a Organização Mundial do Comércio de 1994;
TENDO EM CONTA as aspirações da Agenda 2063 (...); CONSCIENTES da necessidade de criar um mercado alargado e seguro (...); RECONHECENDO a importância da segurança internacional (...); RECONHECENDO que as Zonas de Comércio Livre das Comunidades Económicas Regionais (CER) servem de base para a criação da Zona de Comércio Livre Continental
Africana (ZCLCA).
ACORDAMOS NO SEGUINTE:
EM FÉ DO QUE, NÓS,os Chefes de Estado e de Governo ou os representantes devidamente autorizados dos Estados Membros da União Africana, assinamos e autenticamos o presente Acordo, em quatro textos originais nas Línguas Árabe, Inglesa, Francesa e Portuguesa, sendo que todos os textos fazem igualmente fé. ASSINADO em Kigali, a 21 de Março de 2018.”

PREÂMBULO DO PROTOCOLO RELATIVO AO COMÉRCIO DE MERCADORIAS
“(...), DETERMINADOS a tomar as medidas necessárias para reduzir o custo das actividades económicas e criar um ambiente favorável ao desenvolvimento do Sector Privado, promovendo assim, o comércio intra-africano;
DECIDIDOS a reforçar a competitividade industrial e empresarial, mediante o aproveitamento das possibilidades de realização de economias de escala, o acesso ao mercado continental e uma melhor distribuição dos recursos;
(...) EMPENHADOS a alargar o comércio intra-africano através da harmonização e coordenação da liberalização e implementação dos instrumentos de facilitação do comércio em toda a África, bem como da cooperação no domínio das infra-estruturas de qualidade, ciência e tecnologia, (...)”

PREÂMBULO DO PROTOCOLO SOBRE O COMÉRCIO DE SERVIÇOS
“(...) DETERMINADOS em estabelecer um quadro continental de princípios e regras para o comércio de serviços com vista a incentivar o comércio intra-africano, em conformidade com os objectivos da Zona de Comércio Livre Continental (ZCLCA), e a promover o crescimento e o desenvolvimento económico no continente;
DESEJOSOS de criar, com base na liberalização progressiva do comércio de serviços, um mercado único de serviços abertos, regulamentado, transparente, inclusivo e integrado, que ofereça oportunidades em todos os sectores para a melhoria do bem-estar económico e social em benefício dos povos africanos; (...)
DESEJANDO aproveitar o potencial e as capacidades dos fornecedores de serviços africanos (...)”