A produção em grande escala de milho, batata rena, tomate, cebola, repolho, couve, beringela, alho e melancia, estão a começar a dar cartas a nível da província do Cunene, em resposta dos empresários locais aos apelos do Governo sobre a necessidade da diversificação da economia nacional.

Nesta vertente estão a sobressair os municípios de Ombadja e do Kuvelai, os únicos atravessados pelo rio Cunene, onde estão concentradas fazendas agrícolas, como a Mutwe wo Ngandu, na comuna de Kalonga ( Cuvelai), que já está a dar os primeiros frutos, quatro anos depois da sua criação.

O gerente da fazenda, Manuel Mussenge, disse que o empreendimento ocupa uma de aproximadamente 250 hectares, e tem priorizado a produção de milho, com uma colheita de 1.600 toneladas por época.

O campo de cultivo, com 64 trabalhadores, prepara-se para implementar outras culturas nos próximos meses, como o tomate, a cebola, a batata, a couve e o repolho.

Chivemba e Tchietekela, no município de Ombadja, são outras fazendas que estão a apostar forte na produção de cereais e hortícolas, cujos bens são consumidos no mercado local.

Parque aduaneiro
A construção do novo parque aduaneiro de Santa Clara, em 2012, combinada com a reabilitação da estrada nacional número 105, estrategicamente projectada para confortar a transportação de mercadorias da fronteira com a República da Namíbia para o resto do país, cruzando as cidades de Ondjiva e Lubango (Huíla), estão a ser consideradas como umas das maiores conquistas do sector económico da província do Cunene no período pós Independência.

Considerada como a principal fronteira terrestre do país, com uma movimentação diária de pessoas e mercadorias expressiva, a Santa Clara está categorizada como uma grande fonte de receitas, resultantes das taxas sobre os produtos importados, como são os bens de consumo, viaturas, material de construção, equipamentos, e tantos outros bens e serviços que estão a contribuir na melhoria de vida das populações.

Aquela importante infra-estrutura aduaneira abrange uma área de cerca de 60 hectares, sendo 40 hectares reservados ao parqueamento de veículos ligeiros e pesados. No espaço estão ainda implantados edifícios e um conjunto de modernos equipamentos ligados aos serviços aduaneiros, além de albergar também bancos e outros serviços fronteiriços integrados.

A população orgulha-se pelos sucessos alcançados pela província nos últimos anos, não obstante grande parte começar a se fazer sentir após o alcance da paz em 2002.

Um dos ganhos significantes que a província conheceu é a construção da ponte definitiva sobre o rio Cunene, em Xangongo, com os seus 850 metros de comprimento e 12 de largura, o que está a facilitar a transportação de todo o tipo de carga entre Angola e o resto de países da SADC, através da Santa Clara.