O impacto das alterações climáticas e o efeito do El Niño, que afectam mais de 1,2 milhões de pessoas, custaram a Angola 750 milhões de dólares, no período de 2012 a 2016, avançou o representante residente interino do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Angola, Henrik Fredborg Larsen.
Entre vários projectos desenvolvidos, Henrik Larsen apontou, numa entrevista ao Jornal de Angola, o “grande” projecto implementado pelo PNUD na bacia do Cuvelai , sob a liderança do Ministério do Ambiente e com a colaboração de outros parceiros.
Nesta localidade, de acordo com o oficial da ONU, é possível observar como está a fazer a diferença os sistemas de água movidos a energia solar e a organização das comunidades em grupos locais para a gestão de água e saneamento e de desastres.
Falando uma semana depois da realização de duas cimeiras – do Clima e dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, em Nova Iorque, Estados Unidos da América, avançou que foram propostos para Angola um investimento de 475 milhões de dólares, para criar a resiliência, que ajudará a evitar o sofrimento contínuo que se observa na região sul do País.
Henrik Larsen indicou alguns passos que devem ser seguidos para mitigar os efeitos das alterações climáticas em Angola, com destaque para o envolvimento de todos nos compromissos de redução de emissões e demonstrar a acção real que o Secretário-Geral da ONU fez, que tem que ver com as energias renováveis, a eficiência energética nos edifícios, transporte, indústria e florestas.
“ O outro passo é continuar com as acções para criar resiliência para os milhares afectados pelas alterações climáticas em Angola, implementar o quadro de resiliência, obviamente, a ratificação do Acordo de Paris é também um passo imediato a dar”, sublinhou.