As políticas para a melhoria do ambiente de negócios, consubstanciados na aprovação das Leis de Investimento Privado e da Concorrência foram destacada pela ministra da Hotelaria e Turismo, Ângela Bragança, durante a abertura do II Conselho Consultivo do sector, realizado, recentemente no Lubango (Huíla). A governante disse que estão em curso esforços ao nível da diplomacia económica para atracção do investimento estrangeiro. A governante afirmou que o turismo é assumido não apenas nos discursos oficiais mas fundamentalmente nos programas e nas acções do estado como um dos sectores prioritários para a economia nacional conforme o Plano de Desenvolvimento Nacional 2018-2022. Revelou que a aprovação do decreto presidencial que estabelece o regime de isenção de procedimento de simplificação administrativo para a concessão de vistos é outras medidas que podem contribuir para o aumento de competitividade de Angola no sector do turismo ao nível mundial. “Não é possível atingir os níveis de competitividade em turismo que nos permita ombrear com os países da região sem que os diferentes órgãos convirjam para um mesmo objectivo. Integrados numa matriz hierárquica de co-responsabilidade”, afirmou. Para ela, todos os intervenientes do sector precisam estar obstinados na competência e no trabalho árduo para atingir estágios mais avançados de crescimento e maturidade competitiva. “Não é avisado pensar que o turismo é capaz de ser um instrumento vertebrador da economia do país se não houver complementariedade a montante e a jusante, relacionados com a sua energia, água, o saneamento básico, os transportes, agricultura, a indústria a formação profissional etc”, defendeu. O esforço isolado do sector não pode resolver os constrangimentos associados à titularidade e ao repatriamento dos lucros ou dificuldades, dois dos principais factores que os investidores têm apontado como reserva para apostar no país. A intersectorialidade baseada no turismo proporciona sempre benefícios para todas as actividades uma vez que o turismo incrementa o número de consumidores, democratiza o consumo, promove o rigor, eleva a competência, cultiva o profissionalismo e amplia as oportunidades e opções dos produtores e os consumidores de bens e serviços turísticos. “A intersectorialidade é a única opção possível para desonerar os verdadeiros protagonistas do subsistema da oferta turística, o sector privado”, disse, referindo que o enfiamento de excessiva intervenção do estado na economia está a ser invertido e em relação ao turismo, essa necessidade é ainda mais premente devido à característica eminente privada da actividade. Disse que o Ministério da Hotelaria e do Turismo quer continuar com a sua função coordenadora e fiscalizadora, concertando com outros departamentos ministeriais a solução dos constrangimentos primários e deixar para a esfera dos empresários a função produtora e dinamizadora.

Ranking desfavorável
Angola ocupa a 134ª posição no ranking mundial de competitividade do sector do turismo a nível mundial, revelou, a ministra da Hotelaria e Turismo. Ângela Bragança, lamentou que o país está nos dez últimos lugares, no seio de 140 países avaliados, com 2,7 pontos. “Lamentavelmente para nós o mais relevante do relatório publicado este ano é a posição competitividade de Angola no ranking, estando apenas a frente da República Democrática do Congo se tivermos como referência a região da SADC”, lamentou.
Informou que a pontuação do ranking, feita mediante a publicação de um relatório de dois em dois anos, varia entre um ponto para o pior nível de competitividade e 7 para o melhor índice competitivo. “Não obstante a pontuação e a posição desfavorável de Angola no ranking as orientações e as medidas do Executivo encontra algum conforto para que o país se tornem mais competitivos no sector do turismo”, afirmou, A avaliação do índice de competitividade dos países em turismo resulta da medição de um conjunto de factores transversais e políticas de desenvolvimento sustentável no sector como parte de uma plataforma que visa incrementar a mobilidade futura entre os países.

Acções das províncias
A directora do Gabinete provincial da cultura, turismo e juventude e despertos do Cunene, Lúcia Sincopela, disse que a província como parte do triângulo turístico da região sul está a catalogar os locais e sítios turísticos.
Lúcia Sincopela explicou que o processo visa reunir o conjunto de informações importantes para permitir melhor orientação aos investidores para a exploração do potencial e promover investimento para aumentar o fluxo de visitantes.
Disse que no passado o sector do turismo na província nunca foi considerado como fonte de receitas. Mas o quadro está invertido com a criação de pacotes turísticos atractivos para visitantes nacionais e estrangeiros.
A directora provincial disse que o turismo hoje é uma linha importante de geração de receita e de atracção de investimento. Referiu as Cataratas de Rua Canã e o momento histórico do rei Mandume ya Ndemofayo preenche são os principais cartões postais da província da Cunene.
Disse que a província do Cunene está pronta para desenvolver acções no sentido de melhorar o sector e contribuir para que o país melhore a posição no ranking mundial. A proximidade da província com a vizinha república da Namíbia é uma vantagem para o Cunene.

Namibe destaca-se
A directora do gabinete provincial do turismo do Namibe, Amélia Canueira, disse que o momerando de entendimento para constituição da região turística sul assinado na cidade de Moçâmedes, catapultou o sector. Amélia Canueira disse que as três províncias trabalham de forma integrada, facto que impulsiona o desenvolvimento turístico da região. O Namibe já tem todos sítios turísticos calculados em mais de 100 pontos e culturais catalogados e prepara o lançamento do roteiro turístico. A rede hoteleira é composta por 48 unidades e similares, o que representa 1.126 camas.

Lunda Sul
A província da Lunda Sul, que movimenta anualmente mais de 10 mil de turistas por ano, desenvolve também acções no ramo do turismo cultura. O director provincial do sector, António Gabriel, disse o sector na Lunda-Sul aposta na melhoria da acessibilidade para os pontos turísticos é aposta da direcção provincial do turismo como forma de estimular o investimento. Disse que o processo de catalogação que vai culminar com a definição do roteiro turísticos decorre na Lunda-Sul com o objectivo de atrair turistas, numa altura em que mais de 20 locais já estão registados. A rede hoteleira oferece mais de 700 camas, número que vai ser duplica este ano com a inauguração de novas unidades. O movimento turístico na Lunda-Sul contribui com quatro por cento para o produto interno bruto (PIB). O sector emprega mais 600 trabalhador, quando António Gabriel projecta a geração de dois mil novos nos próximos tempos.
O Conselho Consultivo da Hotelaria e Turismo decorreu sob lema “Juntemos sinergias para desenvolver o turismo – uma alavanca para o crescimento económico”.