A posição de Angola, sobre os novos desafios da indústria de mineração será apresentada em Bruxelas, pelo ministro da Geologia e Minas, Francisco Queiroz, que esta sexta-feira, 15, discursa no “Crans Montana Forum”, que decorre sob o lema “Os Novos Desafios da Indústria de Mineração com foco em África”.
De acordo com uma nota de imprensa do Ministério da Geologia e Minas, o encontro reunirá membros de governos africanos, decisores europeus e membros da indústria de mineração a nível mundial.
Debates
Francisco Queiroz participará do painel de alto nível que terá como sub tema “Lidar com recursos naturais: a necessidade de competência, experiência profissional e governação” e terá como enfoques a relação entre governos e multinacionais de mineração, sistemas jurídicos e regulação do sector de geologia e minas, monitoração.
O encontro abordará também o investimento estrangeiro e melhoria dos fluxos de financiamento, gestão sustentável dos recursos naturais, combate à corrupção, actividades financeiras perigosas que envolvam a indústria de mineração, auxílio comunitário e beneficiação.
O evento de dois dias inscreve, além da sessão plenária de alto nível, três outras sessões nomeadamente “Necessidades de políticas éticas a nível corporativo”, “A exigência de uma repartição mais equitativa dos recursos minerais e de um quadro social melhor” e “A necessidade de protecção do meio ambiente”.
O Crans Montana Fórum é uma organização internacional detida pela Suíça, cuja importância e prestígio têm sido bem estabelecidos desde 1986. É formalmente reconhecido por todas as principais organizações internacionais.
Além do ministro angolano participam, do continente africano, os governantes de Malawi, República Centro Africana, Namíbia, Burkina Faso, Zâmbia, Ghana, Zimbabwe e República do Congo.
Visitas de trabalho
À margem deste fórum mundial, o ministro angolano da Geologia e Minas, Francisco Queiroz, visitou ontem (14), na cidade de Antuérpia, centros de processamento e certificação de diamantes, a convite do Alto Conselho de Diamantes Belga (HRD), e o escritório da Sociedade de Comercialização de Diamantes (SODIAM SARL), além do laboratório de diamantes (Diamond Lab), o espaço de leilão de diamantes (Diamond Tender Facility) e uma fábrica de lapidação de diamantes (polisher).
De acordo com a nota de imprensa, o Alto Conselho de Diamantes Belga (HRD) representa a indústria belga de diamantes e é a primeira accionista do Conselho Mundial de Diamantes (AWDC), fundado no ano de 1973.
Missão
O HRD tem, entre outros, o importante papel de certificação, através do Diamond Lab, de todos os diamantes mundiais, no âmbito do Processo Kimberley. Acções como a da HRD permitem com que a cidade de Antuérpia seja, por mais de quinhentos anos, o centro mundial de diamantes, tendo sido criada a sua primeira bolsa de diamantes, a Diamantclub van Antwerpen “, em 1893.
Actualmente existem 28 bolsas de diamantes em todo o mundo, quatro dos quais estão localizados em Antuérpia e oitenta por cento de todos os diamantes brutos do mundo são tratados em Antuérpia, enquanto cinquenta por cento de todos os diamantes lapidados passam por ela.
Angola apresenta em Bruxelas desafios da indústria mineira
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