Angola vai aproveitar a primeira edição da Feira Comercial Intra-africana (IATF/2018), que decorre de 11 a 17, na cidade do Cairo, no Egipto, para captar investidores estrangeiros, garantiu o ministro do Comércio, Joffre Van-Dúnem Júnior.
“A nossa delegação está representada por alguns empresários, com capacidade para que possamos junto dos empresários egípcios e de todas as nações aqui presentes, demonstrar que o nosso país está aberto ao investimento privado”, sublinhou, aquando da abertura do Pavilhão de Angola na IATF/2018.

Benefícios
O embaixador de Angola para a feira, Agostinho Kapaia, revelou que esta é uma oportunidade para as 60 empresas angolanas e 24 como expositoras, venderem os seus produtos para África e serem beneficiadas pelo financiamento de 25 mil milhões de dólares norte-americanos que o Afreximbank prevê conceder a África.
“É uma grande oportunidade das empresas africanas poderem partilhar informações e fazerem negócios, porque vem também colmatar aquilo que foi sempre a grande debilidade de África do ponto de vista de informação, de mercado e de negócio”, disse, o também presidente da Comunidade de Empresas Exportadoras e Internacionalizadas de Angola (CEEIA).
Para o embaixador de Angola no Egipto, António Fernandes, a participação do país na feira é um grande ganho, numa altura em que com a entrada em Março de 2019, da Zona de Comércio Livre de África será uma mais-valia.

Expositores angolanos
Angola está a participar com 120 delegados, 60 empresas, das quais 24 são expositoras.
Em declarações à Angop, no Cairo, o consultor da Ceeia, Sebastião Panzo, o primeiro dia serviu também para troca de contactos entre as empresas, assim como para formulação de convites, com vista a dar continuidade aos possíveis acordos de parceria.
A título de exemplo, a Ceeia marcou um encontro para estabelecer parcerias de negócio com uma empresa egípcia, em Janeiro de 2019, em Luanda, sublinhou Sebastião Panzo, que também apontou o sector dos petróleos e gás como áreas que atraíram o interesse de visitantes, mas infelizmente Angola “não se faz representar na feira com estes sectores”.
Embora de forma tímida, a visita dos feirantes ao stand da Angola Cables (empresa operadora de cabos de telecomunicações de fibra óptica) serviu para dar a conhecer e esclarecer o core business da empresa, de acordo com Leonildo Simões, gerente de serviços.
Para Sidney Mendes, gestor de relacionamento de pequenas e médias empresas do banco BAI, o seu stand recebeu vários visitantes, que estavam interessados a saber mais sobre o funcionamento deste banco.
Empresas como a Sodiam E.P, Aipex, Sociedade Mineira de Catoca, Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), Banco Africano de Investimentos (BAI), Banco Sol, Filda e Expo-Indústria, Refriango, Angola Cables, Ceeia, Opaia Group, Anglobal, Eventos Arena, Aiba, Anima, Areia, ZEE, Fergélia, Logipharma, Miracel, Aenergy, Grupo AA, Fmea, MP, CNC, Imex, BDM, entre outras, representam Angola na primeira feira, que decorre sob o lema “Transformando África”, e que reúne mais de mil expositores e recebe 70 mil visitantes.
*com Agência

FEIRA

Batata da Huíla junta 50
expositores no Lubango

A realização de feiras que promovem o consumo da produção nacional é um factor que contribui para a venda regular de bens essenciais e reduz a importação, racionalizando as divisas, considerou, na passada  segunda-feira, no Lubango (Huíla), o secretário de Estado para o Comércio, Amadeu Leitão Nunes.
O governante, que falava durante a abertura da 1ª Feira Nacional da Batata, na Huíla, em simultâneo com a 4ª Feira Provincial de Natal, afirmou que actividades do género estimulam a compra de produtos nacionais e contribuem para a alteração progressiva e sustentada da percepção e de preferência da produção nacional.
O secretário de Estado destacou ainda a regularidade da oferta com a correspondente estabilidade nos preços dos produtos essenciais e a atenuação dos efeitos monopolistas no mercado dos produtos básicos como outras valências da realização de feiras, assim como o apoio no incremento da participação da produção nacional e na estrutura do consumo final.
Considerou que esses eventos promovem, igualmente, a agregação dos produtores e dos distribuidores, ajudam a escoar a produção nacional para os grandes centros de consumo, identifica as acções de produção, o empreendedorismo em prol da promoção das exportações do país.
Frisou também a criação de bolsas de mercadoria locais e regionais, a fomentação da cadeia de valores para os diferentes produtos, a garantia da venda regular de bens de consumo essenciais com qualidade e condições de higiene e salubridade e o garante da segurança de emprego e transferência de renda.  

Fortalecer o comércio
De acordo com Amadeu Nunes, a feira enquadra-se nos objectivos do Projecto Integrado do Comércio Rural, consubstanciado na criação de condições necessárias para a visibilidade entre a procura e a oferta, aproximando produtores e comerciantes, de modo que possam efectuar entre si transacções de mercado justo e benéficas para ambas as partes.
Augurou que a exposição de produtos seja uma acção contínua, regular e aplicada em todos os municípios da província.

Preocupação
Já o administrador municipal do Lubango, Armando Vieira, reafirmou que continuam a fazer uma advocacia junto do Executivo, para que possam levar as grandes preocupações dos agricultores e empresários que passam por crédito, combustível e mecanização agrícola, mecanismos que trazem uma agricultura desenvolvida e sustentável.
A feira, com mais de 50 expositores da província da Huíla visa promover a produção local e pôr à disposição do consumidor produtos vindos directamente do produtor a preços baixos, é uma iniciativa da Associação Agro-pecuária Comercial e Industrial da Huíla (AAPCIL) e conta com a parceria da Universidade Mandume ya Ndemufayo e com o apoio do governo local.

Parques Nacionais providenciam desenvolvimento

As áreas de conservação são chaves que providenciam bens e serviços ecossistémicos determinantes para o desenvolvimento sócio-económico do país, afirmou recentemente, em Luanda, o ministro de Estado do Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Júnior.
O governante que falava  na abertura da conferência internacional de reservas e parques, avançou que o país aprovou uma nova Lei de Investimento Privado, com vários incentivos ao investimento estrangeiro, a fim de se captar finanças e elevar o perfil das áreas de conservação e do desenvolvimento local e nacional.
Considera a conservação da biodiversidade como uma enorme fonte de emprego e de benefícios sociais, económicos, desenvolvimento do ecoturismo e ao acesso
a plantas medicinais.
Ressaltou ser nestas áreas onde são conservados os recursos genéticos, a fauna selvagem e os valores culturais que, em conjunto, formam um grande atractivo aos visitantes provenientes de várias
partes do mundo.
Explicou que Angola está a criar condições para que os investidores nacionais e estrangeiros se sintam seguros, pois é factor fundamental para o investimento, crescimento e
prosperidade das nações.

Áreas de conservação
Angola está determinada a trabalhar com os demais países no controlo do comércio internacional das espécies de flora e fauna e continuar a incrementar a colaboração com os países da região, no desenvolvimento das áreas de conservação transfronteiriça, como os casos do Iona, a Costa dos Esqueletos, do Kaza e
da área do Maiombe.
Para o efeito, o Executivo está a trabalhar no sentido de aumentar os incentivos ao investimento nas áreas de conservação, por serem locais onde vivem a maior parte das comunidades rurais do país, que carecem de integração sócio-económica, sem desrespeitar as suas tradições e culturas.
O investimento estrangeiro em áreas ecológicas, de acordo com Manuel Nunes Júnior, contribui para o reforço da diversificação da economia nacional, através do efeito multiplicador da economia da biodiversidade em sectores como a agricultura, comércio, serviço e construção civil, no meio rural.
Angola dispõe dos parques nacionais de Cangandala, Iona, Cameia, Mavinga, Luengue-Luiana e Mupa, do Parque Regional da Cimalavera, natural regional do Namibe, das reservas Florestal de Umpulo, natural integral do Luango, florestal do Kavongue, parcial de Luiana, de Mavinga, do Luando, natural do Ilhéu dos Pássaros, parcial de Luiana, Búfalo,Mavinga e
florestal de Kakongo.

Mupa e Cameia com carência de infra-estruturas de apoio

Os Parques Nacionais da Mupa e Cameia, localizados nas províncias do Cunene e Moxico, respectivamente, apresentam maiores debilidades em termos de infra-estruturas de apoio ao funcionamento dos sítios naturais em causa no país.
Os parques têm poucas infra-estruturas administrativas, nomeadamente núcleo da gestão, número reduzido de fiscais, viaturas e equipamentos.
O director-geral do Instituto Nacional de Biodiversidade e Áreas de Conservação (INBAC), Aristófanes Pontes, que falava à imprensa no final da Conferência Internacional de Reservas e Parques, afirmou que, para mudar o cenário, o Executivo está a promover acções de recuperação das áreas de conservação, quer de parques nacionais, quer das reservas, alguns deles numa fase avançada em termos de estruturas administrativas.
Sem avançar o número de fiscais distribuídos em cada uma das 14 áreas nacionais de conservação, o responsável aponta, em contrapartida, para a necessidade de cinco mil efectivos.
De acordo com Aristófanes Pontes, cada parque necessita de um máximo de 500 efectivos, em virtude da sua dimensão.
Trata-se de nove parques nacionais, um parque regional e quatro reservas integrais e parciais.
O director-geral revelou existir protocolo com entidades estrangeiras, que têm surgido por intermédio de alguns projectos, tendo modelos de gestão pública, privada e público-privada.
Para tal, estão a actualizar os instrumentos legais, a fim de se poder direccionar esse tipo de gestão, para se saber como gerir os parques.
Quanto à invasão dos perímetros dos parques e reservas naturais, o responsável confirma a existência de casos de comunidades dentro e fora das áreas de conservação, considerando-se habitual, face à realidade angolana, apesar de ser anormal para locais do género.
Para se banir situações do género, considera necessária a realização de campanhas de sensibilização e políticas de inserção dessa população na gestão das áreas, trabalho de educação ambiental, capacitação das comunidades e fornecimento de equipamentos.

Parque Nacional da Mupa
Declarada Reserva em 1938, especificamente para a protecção da subespécie angolana de girafa, girafa camelopardalis angolensis, a Mupa foi elevada à categoria de Parque Nacional em 1964.
O Parque Nacional da Mupa situa-se na zona de transição entre os Biomas de Brachystegia e Árido do Sudoeste.