Angola foi segunda-feira eleita, em Nairobi (Quénia), membro do Conselho Executivo do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (UN-Habitat), cuja sessão está a ser prestigiada pela ministra do Ordenamento do Território e Habitação, Ana Paula Chantre de Carvalho, e integrada pelo embaixador de Angola no Quénia e representante permanente junto da ONU em Nairobi, Syanga Abílio, directores e técnicos daquele Ministério.
O Ministério do Ordenamento do Território e Habitação tem trabalhado junto do UN-Habitat enquanto agência de suporte técnico para os programas dos assentamentos humanos.
Com a eleição, o país passa a ocupar um dos dez assentos destinados à África e teve lugar no primeiro dia da 1ª Assembleia-Geral do UN-Habitat, que se realiza, desde segunda-feira até hoje, na capital queniana.
O Conselho Executivo do UN-Habitat, que reúne três vezes ao ano, em Nairobi, tem como missão promover junto dos Estados-membros o acompanhamento da organização para incentivar a responsabilização, transparência, eficiência e efectividade do programa da ONU para os Assentamentos Urbanos.
O Presidente do Quénia, Uhuru Kenyatta, presidiu à abertura da 1ª assembleia do UN-Habitat (Assentamentos Humanos), durante a qual foram tomadas importantes decisões, com realce para a eleição dos membros do Conselho Executivo.
Os países da SADC felicitaram Angola pela eleição para representante africano no Conselho Executivo do UN-Habitat.
A eleição de Angola surgiu no quadro das reformas em curso no UN-Habitat. Uma das reformas consiste na criação do Conselho Executivo com 36 membros, assim distribuídos: 10 assentos para África, 8 para Ásia-Pacífico, 4 para Europa do Leste, 6 para América Latina e Caraíbas e 8 para Europa Ocidental.
Este é um importante órgão uma vez que os membros terão direito de voto nas decisões a serem tomadas para a implementação dos projectos a nível do UN-Habitat.
Nas vésperas do conclave, em entrevista ao Jornal de Angola, Syanga Abílio, embaixador angolano no Quénia e representante permanente junto dos Escritórios da ONU, havia exprimido confiança na eleição de Angola, devido, sobretudo, ao trabalho de “caça ao voto”, iniciado há um mês. O diplomata, quadro sénior da Sonangol, disse que embora a UN-Habitat exista desde 1978, somente este ano realiza a sua primeira assembleia-geral no novo formato de governação, fruto de um trabalho árduo, seguido de reformas introduzidas com a liderança da actual directora executiva, Maimunah Mohd Sharif, sob supervisão do Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres.
Com esta primeira assembleia histórica, pretende-se criar oportunidades para formar alianças estratégicas que promovam uma urbanização sustentável em assentamentos humanos, e ao mesmo tempo, mobilizar apoios políticos e financeiros.
Syanga Abílio afirmou que desde 2010 a população que vive nas cidades ou centros urbanos aumentou e continuará a aumentar constantemente, ou seja, neste período, o crescimento populacional será de mais de 3 bilhões de pessoas. O mundo está a urbanizar-se rapidamente e todos os assentamentos serão afectados. Desde 2007, a população nas cidades aumentou em 50 por cento, em 2030 aumentará em 60 e em 2050 aproximadamente em mais de 66 por cento.