O ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, participa desde quinta-feira(27), na conferência da agência internacional de energia atómica, que decorre até 29 de Junho, na cidade de Saint Peterburgo, na Rússia, sob o lema “futuro da energia nuclear no século 21”.

No discurso de abertura, na sala de conferências Boris Yeltsin, o japonês Yukiya Amano, director-geral da agência internacional de energia atómica, destacou que o fórum proporciona um debate aos decisores políticos e especialistas para se aferir  grau da viabilidade da energia nuclear para o desenvolvimento sustentável.

Parcerias
O especialista entende que a troca de parcerias inclui a mitigação climática, bem como o atendimento às crescentes exigências mundiais da procura da electricidade.

“O mundo da energia nuclear mudou significativamente desde a última conferência ministerial, realizada em  Pequim, há quatro anos”, disse, depois de acrescentar que o desenvolvimento mais “dramático” aconteceu em 2011, com o acidente na central Daichii Fukuchima, no Japão. “Tem havido desenvolvimento particularmente no domínio da segurança nuclear global“, avançou o director-geral da agência internacional de energia atómica.

Para ele, o mundo reagiu da melhor maneira ao acidente de Fukushima, com a estabilização da região, foram construídas novas centrais núcleos em diversos países como a China, Índia e a Rússia.

Existem actualmente 434 reactores nucleares em operação em todo o mundo, 69 estão em construção. Países como a Nigéria, África do Sul e a Turquia abraçaram o projecto da utilização de energia nuclear.

O acesso às fontes estáveis de energia é vital, tanto para os países em desenvolvimento e para os países desenvolvidos. A procura global de energia é cada vez maior com o aumento da população mundial. A fim de atender a essa crescente demanda, precisa se explorar todas as fontes de energia disponíveis, segundo o Dr. Pedro Lemos, director-geral da autoridade reguladora de energia atómica, órgão afecto ao Minea.