O administrador da Novagrolíder, José Macedo, entende que o sector agro-industrial pode desempenhar um principal papel no processo de desenvolvimento da economia e minimizar as importações, através do fomento das exportações.
O fazendeiro sublinha que Angola tem todas as condições naturais para que se possa tornar numa potência agro-industrial.
“Existem muitos projectos em carteira e alguns bastante grandes em execução, só uma classe empresarial forte pode tornar um país economicamente forte. É necessário que os empresários olhem para a agro-indústria com seriedade e empenho para que o país possa ser uma referência agrícola no continente”, precisou.
Para ele, o sector agro-industrial no país ainda é muito “diminuto” em comparação com as potencialidades, mas já começa a dar alguns passos importantes com o aparecimento de algumas empresas agrícolas, com projectos “bastante importantes” assim como algumas empresas agro-industriais bem equipadas, como é o caso das têxteis, moageiras, rações e carnes.

Mais controlo
José Macedo entende ser necessário fazer uma avaliação do que se produz, para que o executivo possa tomar medidas acertadas de controlo de entrada de produtos importados no país, para que “não aconteça o que se verifica actualmente, onde se verificam silos cheios de milho, fábricas e moagens paradas e a população a comer produto importado”.
Segundo disse, grande parte dos alimentos importados são produzidos a baixo custo, devido as condições dos países desenvolvidos que também são os fabricantes de maquinaria e insumos.
Esta situação é associada às “boas estradas, energia eléctrica constante, subsídios à produção, à exportação, ao gasóleo, à energia, seguros agrícolas, taxas de juro bonificadas, isenção de impostos”.
O administrador da Novagrolíder informou que quando estes produtos chegam em Angola, o seu custo é “bastante reduzido e muitas vezes acontece que ainda fazem dumping, em virtude dos excessos de produção, na qual ainda teriam que pagar para destruir as produções e é mais vantajoso enviar para cá a preços baixos”.
Alertou também que estes alimentos são produzidos com sementes transgénicas que são proibidas nos países de agricultura pobre aos quais vendem, o que coloca em desvantagem a agricultura interna.
“O Executivo deveria tomar algumas medidas para que proteja a agricultura nacional e que possa vir a ter peso na região e no mundo”, augurou. AV