Angola pretende alcançar a curto prazo a auto-suficiência na produção de milho, soja, milho, arroz e ovos, tal como acontece nas verduras e tubérculos.
A informação foi avançada, recentemente, pelo director-geral do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), David Tunga, que considera que a produção agrícola, nos próximos dois anos, vai conhecer melhorias e alcançar excedentes.
A redução do preço do saco de adubo de 50 quilos de 25 mil para cinco mil kwanzas, o melhoramento das sementes, o aumento da disponibilidade de instrumentos de trabalho são citados como factores que estão a garantir a melhoria da produção agrícola.
O alto rendimento é intensificado face ao uso de “calcário dolomítico” para a correcção de solos, além da promoção e intensificação do uso da tracção animal e de novas tecnologias no processo produtivo.
David Tunga aponta a extensão técnica bem como a agricultura familiar como outro processo que vai contribuir para o sucesso da colheita.

Extensas áreas
A fonte adianta que, o país tem disponíveis 35 milhões de hectares de terras aráveis para a prática da agricultura, onde a superfície cultivada é de 5 milhões de hectares (14 por cento), extensas áreas de pasto para a produção pecuária.
Segundo revelou, a faixa irrigável é de sete milhões de hectares da sua área total, dos quais 3,4 milhões de exploração tradicional, bem como uma rede hidrográfica constituída por 47 bacias, com um potencial hídrico estimado em 140 mil milhões de metros cúbicos.
Quanto a cobertura florestal, o país possui 60 milhões de hectares de florestas, sendo 48 por cento da superfície, representando uma vasta cadeia de exploração da flora e fauna, indica o primeiro Inventário Florestal Nacional do Ministério da Agricultura e Florestas.

Mais alimentos
Numa ronda feita pela reportagem do JE, constatou na comuna da Funda, no município de Cacuaco, em Luanda, a existência de “grandes quantidades de alimentos”, à beira da estrada, onde muitas pessoas aproveitam ao máximo comercializar os produtos do campo.
Maria Cassova vende hortícolas, tendo considerado de acertada a medida do Executivo da redução do preço do saco de adubo, por ter permitido e contribuído para a baixa dos preços dos alimentos. Esta posição também foi corroborada por Graça Cateia.
Recentemente, o presidente da Confederação das Associações de Camponeses e Cooperativas Agro-pecuárias de Angola (UNACA) garantiu que os primeiros resultados da baixa do preço dos fertilizantes são notáveis na cintura verde de Luanda.
O destaque vai para o município de Cacuaco, onde é notável a produção do milho, batata e hortícolas resultante das medidas tomadas pelo Governo, que permitiram que os camponeses adquirissem fertilizantes em quantidades e a preços baixos.