A taxa de pobreza em Angola, estimada actualmente em 32 por cento, pode baixar, de acordo com estimativas apresentadas em Luanda, para 25 por cento até 2022, se a implementação de projectos socioeconómicos em curso no país não sofrerem quebra na sua execução. A informação foi avançada pela ministra da Família e Acção social, Faustina Inglês de Almeida Alves, na roda de conversa sobre o lema “A Redução da Pobreza em Angola no Contexto do Alcance dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável”, promovida pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). De acordo com Faustina Alves, estão em curso no país, projectos sociais que vão beneficiar mais de 20 mil pessoas, inseridos no programa de transferências monetárias, com montantes de dois mil kwanzas por pessoa, num espaço de três meses. No encontro, fez-se ainda saber, que regista-se um aumento de cursos profissionais para os jovens, no sentido de facilitar a obtenção de emprego e promover o empreendedorismo, como estratégias para a redução da pobreza no país. “Para reduzir a pobreza em Angola, está igualmente em execução programas de geração de renda, formação, inserção de deficientes e idosos em processosn produtivos”, disse a ministra. Por sua vez, o representante do Banco de Desenvolvimento Africano(BAD), Joseph Ribeiro anunciou que, a sua instituição vai apoiar o Executivo na construção de barragens, para à curto prazo o país possa exportar energia eléctrica e ter sustentabilida nos sectores da agricultura e infra-estruturas sociais. Para Joseph Ribeiro, o combate à pobreza em Angola passa também pelo desenvolvimento do comércio regional em África, que representa actualmente 15 por cento, considerado um indicador muito abaixo em relação à Europa e América. Já a empresária Filomena Oliveira defendeu que, a redução dos índices de pobreza no país, pasam pela criação de iniciativas que promovam o rendimentos das famílias nas zonas rurais. “ É preciso estabelecer políticas que facilitem a ligação entre a escola e a casa do camponês. Assim, vamos conseguir reduzir a pobreza em todas partes de Angola”, frisou. A empresário é ainda de opinião que a melhoria da qualidade da saúde, educação e a erradicação da fome, constituem uma necessidade importante para à consolidação do bem estar de todos. Por outro lado, o representante residente do PNUD em Angola, Paolo Balladeli, afirma que o país tem tudo para cumprir com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), basta que para seja necessário promover a consciencialização e a importância destes objectivos na aceleração do crescimento interno. O representante da Universidade Católica de Angola ao evento, José Vicente, considera que as várias investigações realizadas pela sua instituição não tem sido bem aproveitadas na contribuição do desenvolvimento do país. “É preciso valorizar a investigação cientifica. As soluções estão ali, a pobreza no país não é apenas material”, frisou.