Duas infra-estruturas para o apoio à actividade piscatória, destinadas às associações Apescab e da Avopesca, dos municípios de Cabinda e Cacongo, foram construídas pela Cabinda Golf Oil Company e a sua operadora Chevron, num investimento de 292 milhões de kwanzas (três milhões de dólares norte-americanos). Enquadradas no programa denominado “Tuende Tuavuba”, as obras de construção dos dois empreendimentos, tiveram a duração de três anos, e a cargo da organização não governamental internacional “Visão Mundial”.

Mais apoios

Ainda no quadro da implementação do projecto “Tuende Tuavuba”, a Cabinda Golf Oil Company e a Chevron financiaram igualmente a construção de uma bomba de combustível, uma oficina de reparação naval e duas embarcações que servem para treinar os mestres de pesca dos municípios de Cabinda e Cacongo.

Os pescadores beneficiaram também de acções de formação profissional bem como a disponibilização de micro-créditos, no valor de 100.000 kwanzas, destinados à criação de pequenos negócios, com realce à venda e distribuição de várias espécies de peixe.

De acordo com o chefe do departamento de Pescas da província de Cabinda, Rafael Braz, além dos investimentos que a Cabinda Golf Oil Company e a Chevron disponibilizaram em prol do desenvolvimento da actividade piscatória na região, o governo local, no âmbito do programa de fomento da actividade pesqueira distribuiu 10 embarcações, devidamente equipadas e entregues aos pescadores da Apescab e da Avopescab.

Segundo ele, no final do ano passado, o governo da província disponibilizou 25 milhões de kwanzas, para a compra de equipamentos, com realce a redes, anzóis e cabos que foram distribuídos às duas associações.

Fraca captura

Nos últimos anos, a província tem registado pouca captura de peixe, devido às longas distâncias que os pescadores percorrem para atingir as áreas destinadas, definidas pela Cabinda Golf Oil Company e sua operadora Chevron, que exploram petróleo no campo do Malongo. 

A Cabinda Golf Oil Company e sua operadora Chevron autorizaram que a actividade de pesca deve ser feita à 6 milhas da costa, medida que visa prevenir eventuais acidentes que possam surgir nas áreas onde estão instaladas as plataformas petrolíferas.

  “ Apesar desta situação, a captura de pescado no ano passado, foi de 2.000 toneladas, quantidade considerada razoável em relação os anos anteriores”, disse.

Satisfação dos pescadores

Para o pescador José Casimiro Chocolate, pertencente à associação Apescab, manifestou a sua satisfação pelo facto de terem beneficiado de uma infra-estrutura, que vai permitir os pescadores do município de Cabinda exercerem as suas actividades em melhores condições.

“Trabalhar no mar exige algumas regras que o pescador deve cumprir. Existem momentos em que, o mar dá mais, outros menos peixe, principalmente no tempo de cacimbo em que se adquir peixe fresco, mas em poucas quantidades, enquanto no período quente, captura-se muito pescado”, explicou.

Em Cabinda, o sector controla 2.700 pescadores que estão enquadrados em associações e cooperativas. A actividade é suportada pela pesca artesanal, que ainda assim não satisfaz as necessidades dos consumidores da região.

A equipa de reportagem do JE, constatou junto dos pescadores que  um quilo (1 kg) de corvina, de parcos e de garoupas custam 700 kwanzas, enquanto que um kg de tubarão, bagre custam entre 250 a 300 kwanzas.