O  atraso na atribuição das licenças de exploração de madeira tem estado a contribuir negativamente para o aumento do garimpo na região Sudeste de Angola, disse recentemente, em Menongue,  o presidente da Associação dos Madeireiros do Cuando Cubango (AMCC), Joaquim Gaspar Santana. À título de exemplo, revelou, está acontecer neste momento que os madeireiros estão à espera das licenças de exploração desde o mês de Maio, mas por causa do tempo curto que resta da campanha florestal que termina em Outubro, muitas pessoas já estão nas matas a fazer o corte ilegalmente e desordenado do girassonde e até do mussivi que a sua exploração está proibida a nível do país. “Não podemos continuar a viver esta situação todos os anos, em que a campanha florestal é aberta oficialmente no mês de Maio, mas os madeireiros só recebem as licenças de exploração da madeira quando estiver a faltar dois ou três meses para o seu término”, lamentou.  Segundo Joaquim Gaspar Santa, a atribuição das licenças aos madeireiros no mesmo mês em que é aberta a campanha florestal iria contribuir para desencorajar o garimpo da exploração da madeira no Cuando Cubango e em outras províncias do país. O presidente da AMCC apelou por este facto ao Ministério da Agricultura e Florestas a rever esta situação o mais rápido possível, porque tem estado a dificultar a actividade dos madeireiros.

Preocupação
Segundo Joaquim Santana, esta situação não complica só os madeireiros, mas também o desenvolvimento socioeconómico do Cuando Cubango, tendo em vista que a exploração e venda da madeira permite à província arrecadar muitas receitas que vão servir para a implementação de diversos projectos ou programas que visam o bem-estar das populações. Defendeu a necessidade de se reorganizar o sector florestal, partindo do diálogo com os madeireiros a nível do país.  Acrescentou que outra situação que também contribui para o aumento do garimpo da madeira é o facto do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF) na província contar com um número bastante reduzido de funcionários e a falta de meios de transporte a todo o terreno para a fiscalização da actividade na região.

Cadastramento das empresas
Outra preocupação da AMCC é a falta transparência que não houve na avaliação ou cadastramento das empresas na província para a exploração dos 15 mil metros cúbicos de madeira este ano do tipo girassonde, tendo em vista que das 75 empresa foram avaliadas apenas 46 nos municípios de Menongue, Cuchi e Cuito Cuanavale.  Salientou que os técnicos do IDF vindos de Luanda que efectuaram a referida avaliação das empresas no mês de Maio “nem sequer se deslocaram para os municípios fronteiriços do Cuangar, Calai e Dirico” que contam também com um bom número de empresas de exploração da madeira. “Não sabemos quais os métodos usados para avaliar as empresas e o mais agravante, é que os municípios do Cuangar, Calai e Dirico que contam com maior potencial do girassonde os técnicos do IDF não trabalharam nestas localidades para cadastrar as empresas”, frisou. Realçou que urge neste momento a necessidade do IDF e a Administração Geral Tributária (AGT) criarem condições para que os madeireiros possam a partir dos postos fronteiriços dos municípios do Cuangar, Calai e Dirico tratarem documentos para a exportação da madeira para o exterior do país. Sublinhou que a madeira do tipo girassonde é exportada principalmente para os países da África do Sul, Estados Unidos da América (EUA) e Alemanha.  A madeira explorada no país e em particular no Cuando Cubango é considerada exótica no mercado internacional para o fabrico de mobiliário caro.O atraso na atribuição das licenças de exploração de madeira tem estado a contribuir negativamente para o aumento do garimpo na região Sudeste de Angola, disse recentemente, em Menongue, o presidente da Associação dos Madeireiros do Cuando Cubango (AMCC), Joaquim Gaspar Santana. À título de exemplo, revelou, está acontecer neste momento que os madeireiros estão à espera das licenças de exploração desde o mês de Maio, mas por causa do tempo curto que resta da campanha florestal que termina em Outubro, muitas pessoas já estão nas matas a fazer o corte ilegalmente e desordenado do girassonde e até do mussivi que a sua exploração está proibida a nível do país. “Não podemos continuar a viver esta situação todos os anos, em que a campanha florestal é aberta oficialmente no mês de Maio, mas os madeireiros só recebem as licenças de exploração da madeira quando estiver a faltar dois ou três meses para o seu término”, lamentou. Segundo Joaquim Gaspar Santa, a atribuição das licenças aos madeireiros no mesmo mês em que é aberta a campanha florestal iria contribuir para desencorajar o garimpo da exploração da madeira no Cuando Cubango e em outras províncias do país. O presidente da AMCC apelou por este facto ao Ministério da Agricultura e Florestas a rever esta situação o mais rápido possível, porque tem estado a dificultar a actividade dos madeireiros.

Preocupação
Segundo Joaquim Santana, esta situação não complica só os madeireiros, mas também o desenvolvimento socioeconómico do Cuando Cubango, tendo em vista que a exploração e venda da madeira permite à província arrecadar muitas receitas que vão servir para a implementação de diversos projectos ou programas que visam o bem-estar das populações. Defendeu a necessidade de se reorganizar o sector florestal, partindo do diálogo com os madeireiros a nível do país. Acrescentou que outra situação que também contribui para o aumento do garimpo da madeira é o facto do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF) na província contar com um número bastante reduzido de funcionários e a falta de meios de transporte a todo o terreno para a fiscalização da actividade na região.

Cadastramento das empresas
Outra preocupação da AMCC é a falta transparência que não houve na avaliação ou cadastramento das empresas na província para a exploração dos 15 mil metros cúbicos de madeira este ano do tipo girassonde, tendo em vista que das 75 empresa foram avaliadas apenas 46 nos municípios de Menongue, Cuchi e Cuito Cuanavale. Salientou que os técnicos do IDF vindos de Luanda que efectuaram a referida avaliação das empresas no mês de Maio “nem sequer se deslocaram para os municípios fronteiriços do Cuangar, Calai e Dirico” que contam também com um bom número de empresas de exploração da madeira. “Não sabemos quais os métodos usados para avaliar as empresas e o mais agravante, é que os municípios do Cuangar, Calai e Dirico que contam com maior potencial do girassonde os técnicos do IDF não trabalharam nestas localidades para cadastrar as empresas”, frisou. Realçou que urge neste momento a necessidade do IDF e a Administração Geral Tributária (AGT) criarem condições para que os madeireiros possam a partir dos postos fronteiriços dos municípios do Cuangar, Calai e Dirico tratarem documentos para a exportação da madeira para o exterior do país. Sublinhou que a madeira do tipo girassonde é exportada principalmente para os países da África do Sul, Estados Unidos da América (EUA) e Alemanha. A madeira explorada no país e em particular no Cuando Cubango é considerada exótica no mercado internacional para o fabrico de mobiliário caro.