O gestor do Banco Mundial falava durante um encontro com a vice-governadora da Huíla para o sector político, social e económico, Maria João Chipalavela, que visou a apresentação da proposta no âmbito da parceria para Angola 2020/2025.
Na ocasião, Olivier Lambert disse que no âmbito da nova parceria entre o BM e o Estado angolano, o sector privado constitui uma prioridade, por estar em pequena escala no país e enfrentar muitas dificuldades, pois seu crescimento está a ser dificultado pela larga presença do Estado e o acesso ao crédito é um problema, associado aos baixos níveis de competitividade.
Referiu que a forma como a economia está estruturada não é sustentável, pois está ancorada no sector petrolífero, o que não cria emprego, acelera o nível de pobreza, aumenta a vulnerabilidade, desigualdade e disparidades regionais.
“Pretendemos impulsionar a diversificação e o crescimento do sector privado, mas obedecendo três pilares, sendo o primeiro da inspecção dos serviços básicos, água, electricidade, telecomunicações, transporte e conectividade, o segundo da melhorar o ambiente de trabalho para o sector privado e terceiro do agro-negócio, um segmento muito importante para o crescimento do país.
Sublinhou que a carteira de projectos do BM é pequena, mas importante, quando comparada a um país como Angola, pois até agora têm pouco mais de mil milhões de dólares em projectos activos, mais para um país do tamanho de Angola, terceira economia de África, com mais de 30 milhões de habitantes, isso não é muito.
A missão do Banco Mundial terminou hoje visita de trabalho de dois dias à província da Huíla.