A província do Bengo está a realizar desde ontem, 14, até ao dia 16, a feira da Banana, cujo objectivo principal é o de divulgar a produção, além de apresentar ao mundo aquilo que a região do Bengo dispõe, numa altura em que “já é considerada a província com a maior produção a nível nacional”.
“Só com uma grande divulgação feita através destes certames e outras formas podemos captar clientes internacionais e estimular a produção nacional”, disse o administrador da Novagrolíder, José Macedo, grupo empresarial angolano que juntamente com o governo do Bengo realizam o evento.
Em declarações ao JE, o gestor assegurou que durante três dias, mais de 100 empresas representando vários sectores irão proporcionar as “milhares de pessoas como tem acontecido em anos anteriores”, as potencialidades que as sete províncias, nomeadamente Luanda, Malanje, Huíla, Zaire, Cuanza Norte e Sul, Bié, Benguela e Huambo que estarão no evento apresentam.
“O sector mais evidente será a produção de banana que terá conferências sobre a produção, doenças e outros problemas ligados à mesma”, destacou.
O gestor salientou que “outro sector que terá muita evidência é a mecanização agrícola, que vai ter uma exposição de máquinas e equipamentos no exterior com muitas marcas e muito equipamento exposto não descurando os outros sectores, dado que a grandeza da feira se está a tornar num certame multi-sectorial”.

Feira multifacetada
Para José Macedo, a feira da banana “é um certame multifacetado”, que engloba expositores de várias áreas da economia que vão da agricultura à banca, seguros, rações, produtos veterinários, embalagens, informática, entre outros também muito importantes para a economia.
“Há expositores estrangeiros assim como muitos convidados de vários países que já confirmaram a sua vinda a fim de visitar Angola e o certame”, sublinhou.
A Novagrolíder tem exportado para Portugal alguns dos seus produtos, com realce para “lima”, papaia, pitaia, quiabo, manga e em maior quantidade banana que tem muita “aceitação, acima do previsto por nós com uma qualidade excelente superior a qualquer outra marca, quer em conservação como em paladar tendo sido considerada a melhor em prova cega com cinco concorrentes”.
José Macedo revelou que neste processo, o grupo empresarial tem “a desfavor os custos de produção elevados, as taxas portuárias caríssimas, com custos mais altos que na importação e falta de carreiras marítimas regulares, tendo algumas destas companhias a exigir o pagamento do frete no exterior em dólares ou euros”.
A Novagrolíder projecta aumentar a produção, para melhor marcar um lugar de destaque quer a nível nacional e internacional levando o bom nome de
Angola além fronteiras.