Muitos produtos agrícolas provenientes das comunas e municípios do Bié chegam, hoje, sem grandes embaraços aos principais centros de consumo do país.
Os camionistas e vendedores dizem que o escoamento tem sido fácil, a julgar pela recuperação das vias de acesso. Com estes meios, o consumidor residente não só na cidade do Cuito (Bié), como também em outras regiões do país, tem mais escolhas para diversificar e melhorar a sua dieta alimentar.
Na cidade do Cuito, a venda de produtos do campo é feita em grandes quantidades nos mercados do Chissindo e do Cunje.
Além do mercado local são também são comercializados em outros mercados do país, com realce para Luanda, Benguela, Huambo, Cuando Cubango, Moxico, Lundas Sul e Norte e Malanje.
É fácil adquirir farinha de milho, bombó, feijão manteiga e frade, café, soja, arroz, massambala, batata-rena e doce, milho, mandioca, mel e diversas hortícolas, como alface, couve, repolho, tomate e cebola.
Quanto a fruticultura, a região do centro do país tem potencialidades para produzir abacate, laranja, anona, tangerina, pessego, goiaba, figo, manga, uva, banana, mamão e diversas frutas silvestres principalmente nesta época chuvosa como são os casos de ameixa, maboque, lombula, ginguenga, lomuinho e lonxa.

Preços baixos

Alguns camionistas chegam a receber os produtos à crédito para revenderem nestes mercados. Mariana Tchilonga é vendedora do mercado do Tchissindo disse à nossa reportagem que além dos preços baixos, os alimentos aí vendidos são de qualidade.
João Canjaia é camionista desde 2009 tem feito o transporte de vários produtos do campo, principalmente oriundos dos municípios da Nhârea, Andulo, Camacupa e Catabola para a cidade do Cuito.
Por sua vez, o camionista Augusto Domingos, transporta batata rena e couve do Chinguar para o Cuito. Em cada carregamento traz para o Cuito três toneladas de produtos agrícolas, três vezes por semana. Cada viagem demora cerca de uma hora.
O representante da União Nacional dos Camponeses Angolanos (UNACA) no Bié, Mariano Sassoma, revelou ao JE que os alimentos produzidos no Bié são de boa qualidade, e vendidos à preços acessíveis.
Na província do Bié estão registadas 55 cooperativas e 418 associações de camponeses.