Mais de 600 mil hectares de terra serão cultivados na província do Bié, na campanha agrícola 2019/2020, com o objectivo de intensificar a actividade em todos os municípios.
Segundo deu a conhecer o director do Gabinete provincial da Agricultura, Marcolino Rocha Sandemba, durante abertura oficial da época agrícola, realizada na passada quarta-feira, na localidade de Uyue, município de Catabola, cerca de quatro mil hectares vão ser trabalhados de forma mecanizadas e os restantes com tracção animal e manual.
O responsável esclareceu ainda que, as brigadas de mecanização assinaram contracto com o Ministério da Agricultura e Florestas para a aquisição de instrumentos agrícolas, apesar do fim da primeira época de cultivo.
Numa primeira fase, cerca de 81 mil famílias vão ser assistidas, número que deverá aumentar para 112 mil famílias na segunda fase.

Previsão da colheita
Para o presente ano agrícola, perspectiva-se colher mais de 800 mil toneladas de produtos diversos, tendo em conta a extensão de hectares a serem cultivados.
O milho, batata-rena e doce, a mandioca, o feijão incluindo as frutas e os legumes são os produtos definidos para o cultivo na campanha agrícola 2019/2020.
“Os imputes agrícolas foram entregues pelo Ministério da Agricultura, desde os fertilizantes, orgânicos, incluindo os materiais para o cultivo entregue pelo governo da província do Bié”, assegurou.
As enxadas, as catanas, anchinhos entre outros meios, são os materiais de apoio entregues pelo governo do Bié aos agricultores, tendo em conta a harmonização o plano de harmonização com as administrações municipais e dos parceiros.

Mecanização agrícola
Por outro lado, cerca de 50 tractores foram entregues às cooperativas existentes nos nove municípios do Bié, com o objectivo de aumentar a capacidade da produção agrícola e contribuir para a diversificação da economia.
Para o governador do Bié, Pereira Alfredo, durante a abertura da campanha agrícola, há necessidade de desafiar a fertilidade da terra.
No ano transacto, foram cultivados 578 hectares de terra, apoiadas mais de 100 mil famílias camponesas e houve uma colheita de 794 toneladas de produtos diversos.
Em relação a agricultura familiar, Pereira Alfredo, lembrou que as famílias são os principais produtores no cultivo do feijão, milho, hortícolas, frutas entre outros e devem criar rendas para o seu sustento.
“O Plano de Desenvolvimento Nacional prevê estimular a produção nacional e retirar o país da dependência excessiva do petróleo e, aumentar a produtividade na agricultura para alcançar a segurança alimentar”.
Reforçar a capacidade produtiva com a introdução de tractores e alfaias, incluindo quites de maquinas pesadas de desmatação, para facilitar o aumento de número de campos agrícolas, é a meta atingir.
O governador explicou que 10 empresas de mecanização agrícolas foram apuradas e vão constituir brigadas de mecanização compostas por cinco tractores, cada, para apoiar os camponeses.
Cada município terá uma brigada de mecanização agrícola com as respectivas alfaias para reduzir o esforço humano e aumentar mais campos para a produção de bens.
“As empresas que ganharam o concurso de acesso as máquinas, com a participação dos camponeses vão fazer o pagamento dentro de cinco anos, de 10 mil kwanzas por cada hectare preparado ”, assegurou.