Cerca de 160 pessoas, na sua maioria ex-militares e jovens das proximidades integram oito brigadas que vão garantir, a partir de agora, o corte de capim, limpeza das valas de drenagem, taludes, bermas, operações de tapa-buraco e reposição da sinalização horizontal e vertical nos troços Cabolombo/Cabo Ledo e Muxima/Catete/Maria Teresa, na província de Luanda.
O projecto que é uma iniciativa do Fundo Rodoviário, que através do Programa Nacional de Conservação e Manutenção de Estradas (PNCME) pretende dar resposta aos constrangimentos, nas principais vias do país, depois de serem reabilitadas pelo Instituto Nacional de Estradas.
Em Luanda, o acto do lançamento aconteceu na passada terça-feira, no troço Catete/Muxima, presidido pelo administrador para a área de engenharia do Fundo Rodoviário, Sião Tomé, na companhia do administrador do distrito urbano de Catete,
Domingos Adão de Azevedo.

Vias a intervir
No troço Cabolombo-Cabo Ledo, numa extensão de 100 quilómetros (km), estarão disponíveis quatro brigadas, com 20 trabalhadores cada, que poderão intervir num percurso de 25 km. O percurso Muxima/Catete/Maria Teresa terá também quatro brigadas.
Falando à imprensa, o administrador para a área de engenharia do Fundo Rodoviário, Sião Tomé, disse que os trabalhos serão dirigidos por empresas locais, contratadas, tendo
como tarefa gerir as brigadas.
Revelou que os brigadistas vão trabalhar como os “antigos” cantoneiros, terão como missão  detectar o surgimento de ravinas, considerado como principal fenómeno
de destruição das estradas.
Revelou que o projecto prevê um custo mensal por brigada em torno de cinco milhões de kwanzas, valor, “relativamente baixo” em relação ao orçamento de reabilitação de uma estrada.
“É importante que depois da construção da estrada existam pessoas que cuidem da conservação para que a sua durabilidade
se prolongue”, sublinhou.
Por sua vez, o administrador do distrito urbano de Catete, Domingos Adão de Azevedo, mostrou-se satisfeito pelo facto da localidade ser escolhida para receber o acto de lançamento das brigadas de conservação e manutenção das estradas a nível da província de Luanda.
O responsável salientou que as brigadas criadas vão contribuir para a diminuição dos indicadores de desemprego na região, situação que aflige
a administração distrital local.

Emprego
Adriano Luís, 28 anos, é morador do bairro da “Barraca”, em Catete. Pai de quatro filhos, o jovem brigadista vive com a esposa e os pais. Faz parte de uma das brigadas que vai desenvolver a manutenção
no troço Catete/Muxima.
Conta que o emprego será uma mais-valia porque encontrava-se desempregado, fruto do encerramento da empresa onde trabalhava há já alguns anos como ajudante de mecânica. “Vamos limpar os esgostos, as bermas das estradas e repor a sinalização”, disse.

Ambiente
Ministério quer travar
degradação de solos

O Ministério do Ambiente elegeu como desafio a contenção do desmatamento, a desertificação e a degradação dos solos para conter o
aumento das ravinas no país.
Numa conferência de imprensa sobre a situação ambiental do país, a ministra do Ambiente, Paula Cristina Francisco Coelho, alertou para o agravamento de ravinas “um pouco por todo o país”, tendo em conta as más práticas no manuseio dos solos.
Na actividade, realizada em prol do 31 de Janeiro, “Dia Nacional do Ambiente”, a ministra alertou igualmente para o perigo da caça furtiva, responsável pelo abate indiscriminado de animais, às vezes em risco de extinção.
Indicou que esta prática, muitas vezes, se alarga aos parques nacionais, resultando em desequilibro para a biodiversidade, e apelou ao uso de todos os meios para a protecção da “rica diversidade biológica” do país, visando a melhoria de vida das populações.
Numa fase em que se escasseiam os recursos financeiros para satisfação das necessidades cada vez mais urgentes das populações, disse, colocam-se também grandes desafios para conservação da biodiversidade e elevação da qualidade de vida nos centros urbanos, nas áreas peri-urbanas e no meio rural.

Saneamento ambiental
Segundo a ministra, as questões ligadas ao saneamento ambiental, com destaque à gestão de resíduos, à qualidade do ar e ao tratamento das águas residuais, conformam as grandes preocupações ambientais das cidades e outros assentamentos humanos do país, por condicionar directamente a qualidade de vida das pessoas.
Para 2018, de acordo com a governante, serão prestadas acrescidas atenções à valorização do património natural e promoção do ecoturismo, à preservação e aumento da Palanca Negra, às águas térmicas, às dunas, à exploração de madeira e a multiplicação de espécies animais e vegetais.