Acontece que muitos, aderiram ao processo de compra de residências no papel continua a ver “navios”. Os contratantes estão em lugar incerto os que aderiram estão entregues a sua sorte. Os  expatriados que deram à cara estão em lugar incerto.
Por exemplo, mais de uma centena de pessoas que comprou casas em projecto “no papel”  nas supostas residências  que deveriam ser  construídas no espaço do patriota no município de Belas não lhe foi entregue o dinheiro ou as casas.
Para atrair mais gente, os supostos burladores  atribuíam aos projectos nomes bastante sugestivos como “Copacabana”, uma infra-estrutura de grande referência na República Federativa do Brasil, ou “Quinta do rio Bengo” e convidaram figuras emblemáticas como o “Rei Pelé” no acto de lançamento só para citar alguns exemplos.
A inauguração foi feita com pompa e circunstância, música ao vivo, uma casa modelo completamente mobilada, capaz de atrair  qualquer pessoa. Passados mais de 10 anos não há nada.
Os interessados no projecto “Copacabana” pagaram valores que vão de 200 a 500 mil kwanzas entre apartamentos e vivendas. Mas ter de volta  o dinheiro ou a casa continua a ser um “sonho”.
Freita Margoso já na reforma pagou 500 mil dólares solicita a justiça angolana para que dê passos que possibilitem reaver os valores investidos.
“ Quero de volta o meu dinheiro para pelo menos fazer outra coisa, como montar  um negócio para me aguentar nesta fase. Alguns promotores imobiliários enganaram-nos com a publicidade”, desabafou.
 Júlia Queiroz, também aderiu ao “Copacabana”  quer reaver os valores perdidos, o recurso à justiça continua a ser a solução do problema para repor a legalidade.
O projecto Copacabana esteve a cargo de uma empresa angolana e brasileira denominada “Build Angola”.
O terreno foi percorrido pela reportagem do JE, lá estão os cabocos e algumas paredes que iludiram os angolanos que pretendiam
obter casa própria.   
Na nossa redacção em 2009, tinha chegado uma nota que dizia: Um empreendimento imobiliário denominado “Copacabana Palace” é lançado hoje (domingo), na zona do Benfica, em Luanda, pela imobiliária “Build Brasil”. O empreendimento, cujo formato é Total Club, vai colocar à disposição dos seus clientes espaços para conforto e lazer, como quadras de jogos e piscina.
O cliente terá a possibilidade de escolher o seu apartamento e a mobília, pois a empresa tem parceria com outras do ramo mobiliário, responsáveis pela decoração dos edifícios. A Build Brasil actua no ramo imobiliário há 20 anos no Brasil e em Angola lançou já, em 2008, o empreendimento “The One” e o projecto “Apartamento decorado”.
Este factor terá atraído muita gente para aderir ao projecto que não passou de uma publicidade enganosa.
Outro fiasco foi o projecto “Quinta do rio Bengo”, os interessados pagaram também valores acima de 250 mil dólares, passaram também 10 anos e não há casa para ninguém, supostamente também é mais uma burla.
Oliveira Decio e Fátima Carla aderiram ao projecto. dizem que até agora não  há resultados. Dos cerca de 300 mil dólares que pagaram, as consequências são muitas, principalmente com os “problemas ligados à saúde”.

Tribunal entra acção
Os conflitos de interesse já provocaram o arrolamento de muitos processos no tribunal de Luanda. O sector imobiliário
está “quente” neste sentido.
Por exemplo, o empresário Chinês Zhan Haping processou o consorcio comandante” Loy”, por alegadamente não ter pago a construção de 300 casas das quais 155 T2 e T3 em Catete Bengo, 174 casas do tipo T3 e T4 no km 22 em Viana Luanda.
O empreiteiro, alega que o consórcio deve pagar-lhe cerca de 21 milhões de dólares pela construção das obras e justifica que a dívida
já se arrasta há muito tempo.
“Eu quero só vender as casas para tirar o dinheiro que investi. A  dívida é de muito tempo, preciso pagar salários dos trabalhadores e concretizar outros projectos.
Entretanto, enquanto o processo estiver em tribunal o Chinês não pode efectivar a negociata. Somente, pode ser feito depois do resultado do tribunal.
Por sua vez, o presidente do conselho de administração Nelson Cristóvão, disse à imprensa que é uma inverdade a dívida não atingiu os 21 este valor englobava os acabamentos do projecto.
Pelo  incumprimento da empreitera, constitui o motivo pelo qual o consórcio não liquidou a divida da Zhan Haping.

CAÀLA
Adiada vendade casas

A comercialização de casas na centralidade da Caála, na província do Huambo, inicialmente prevista para este ano, está a depender da conclusão dos trabalhos de infra-estruturação técnica.
O anúncio foi feito, recentemente, em declarações à Angop, pela directora provincial do Ordenamento do Território, Urbanismo e Ambiente, Nadir Juliana Vondo Gomes, tendo na ocasião informado que a infra-estruturação consiste na instalação de sistemas de água potável, energia eléctrica e saneamento básico.
Segundo ela, estes trabalhos decorrem num ritmo lento, o que pode condicionar a recepção de moradores ainda este ano.
“Tendo em conta a situação financeira que o país vive não podemos avançar prazos de conclusão, pois os trabalhos decorrem
a ritmo lento”, informou.
Em construção desde 2012, a centralidade da Caála possui quatro mil moradias do tipo T3, estabelecimentos comerciais, creches, escolas e centros de saúde.
No projecto habitacional do Governo estão em curso trabalhos de instalação de redes de energia eléctrica, água potável, correcção das residências já concluídas  e o melhoramento das vias de acesso.
A nova centralidade faz parte da execução do projecto de fomento habitacional, que o Governo está a desenvolver em todo o país, para suprir o défice de moradias.A comercialização de casas na centralidade da Caála, na província do Huambo, inicialmente prevista para este ano, está a depender da conclusão dos trabalhos de infra-estruturação técnica.
O anúncio foi feito, recentemente, em declarações à Angop, pela directora provincial do Ordenamento do Território, Urbanismo e Ambiente, Nadir Juliana Vondo Gomes, tendo na ocasião informado que a infra-estruturação consiste na instalação de sistemas de água potável, energia eléctrica e saneamento básico.
Segundo ela, estes trabalhos decorrem num ritmo lento, o que pode condicionar a recepção de moradores ainda este ano.
“Tendo em conta a situação financeira que o país vive não podemos avançar prazos de conclusão, pois os trabalhos decorrem a ritmo lento”, informou.
Em construção desde 2012, a centralidade da Caála possui quatro mil moradias do tipo T3, estabelecimentos comerciais, creches, escolas e centros de saúde.
No projecto habitacional do Governo estão em curso trabalhos de instalação de redes de energia eléctrica, água potável, correcção das residências já concluídas  e o melhoramento das vias de acesso.
A nova centralidade faz parte da execução do projecto de fomento habitacional, que o Governo está a desenvolver em todo o país, para suprir o défice de moradias.