O programa de produção de culturas industriais e de rendimento prevê o fomento do café, palmar e cacau, cujo projecto piloto está a ser implementado na província de Cabinda, com a distribuição de mudas aos agricultores do sector familiar.
Segundo um documento do Ministério da Agricultura e Florestas o objectivo é de garantir a produção e a consequente transformação desses produtos para diminuir as importações.
Por exemplo, no cacau, o programa prevê a produção de 500 mil plantas por ano e sua distribuição ao sector familiar e demais interessados. A primeira fase foi concluída em Março, tendo sido produzidas e distribuídas 156.535 plantas e permitiu plantar o equivalente a 142 hectares.
Foram construídos quatro viveiros, sendo um em cada município da província, nomeadamente Cabinda, Cacongo, Buco Zau e Belize.
A fonte sustenta que a segunda fase produziu até Julho cerca de 153.912 plantas, sendo 33.412 no município de Cabinda, 18.500 (Cacongo) e 102 mil (Buco Zau).
Quanto ao palmar, a estratégia do seu relançamento prevê também a produção de 500 mil plantas/ano de mudas melhoradas que permitirá a plantação de 3.333 ha/ano de novas áreas.
Estão instaladas em viveiro e em fase de crescimento 276 mil plantas de palmar de variedades diferentes, com destaque para spring, lame e kigoma, provenientes da Costa Rica.
Até Julho foram produzidas 276 mil plantas, sendo 93 em Cabinda e igual número em Cacongo. Em Buco Zau foram 90 mil.

Bago vermelho
Sobre o café prevê-se a recuperação das plantações, sua comercialização e distribuição de novas plantas. A fonte indica que no ano agrícola 2017/2018 foram colhidos 74.312 quilos de café cereja em 57 aldeias produzidos por 175 cafeicultores.
No mesmo período produziram-se 81 mil plantas de café que estão a ser distribuídas, numa altura em que foram criadas quatro cooperativas de produtores de café e palmar que representam os agricultores engajados nos programas em curso.
A perspectiva é de atingir 4.241 hectares para a plantação de mudas de cacau, palmar e café, com o objectivo de cumprir com as metas estabelecidas na estratégia de relançamento da produção, que visa diminuir a importação.

Financiamento do BAD
Por outro lado, cerca de 123 milhões de dólares americanos é o investimento que o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) prevê financiar para o projecto de desenvolvimento das cadeias de valor da agricultura, em Cabinda, para a prática das culturas da mandioca, banana, batata-doce, feijão, café, cacau, palmar e da actividade de pesca, durante o quadriénio 2018-2021.

Boa Safra
Na Província

O sector da Agricultura em Cabinda prevê atingir, na campanha agrícola 2018/2019, 500 mil toneladas de produtos diversos, com destaque para o cultivo da mandioca, banana, batata-doce, batata macoco, feijão macunde, milho, ginguba e outras culturas, com a participação direita de 50 mil famílias camponesas dos municípios de Cabinda, Cacongo, Belize e do Buco-Zau.
Para além do envolvimento de 50 mil famílias camponesas, a presente campanha agrícola, vai contar igualmente com a participação de 100 unidades agrícolas do sector privado. Com o objectivo de melhorar os índices de produção, o sector agrícola preparou, este ano, 60 mil hectares, para o cultivo de diversos produtos.

Apoio do BAD
Cerca de 123 milhões de dólares americanos é o investimento que o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) prevê financiar para o projecto de desenvolvimento das cadeias de valor da agricultura, em Cabinda, para a prática das culturas da mandioca, banana, batata-doce, feijão, café, cacau, palmar e da actividade de pesca, durante o quadriénio 2018-2021.
Deste valor, 101.07 milhões de dólares americanos vai ser financiado pelo BAD, que representa 82 por cento, e 19.91 milhões de dólares será comparticipado pelo Governo angolano, que representa 18 por cento do valor global do financiamento.
A iniciativa vai beneficiar 51 mil agricultores dos municípios de Belize, Buco Zau, Cacongo e Cabinda.
O sector da Agricultura enumera como principais constrangimentos a não efectivação dos projectos estruturantes quer do domínio privado como público-privado, fraca capacidade de mecanização, falta de água canalizada e redes de energia pública até aos municípios e comunas assim como a limitação da mobilidade dos técnicos