A ausência ou limitação de uma cadeia de comercialização tem “obrigado” o agricultor familiar a assumir o “binómio” produção/comercialização, com todas as insuficiências, desafios inerentes ao processo, o que tem impacto negativo à actividade produtiva.
A fonte do JE indica que, o fraco poder negocial dos agricultores familiares deriva, fundamentalmente, do desconhecimento real do mercado, da procura e devido à capacidade limitada de armazenamento de seus produtos, “em condições normais e quantidades desejáveis, o que condiciona a reserva das suas colheitas, por períodos longos”.
Relativamente à agricultura, frisa a fonte, um dos mais importantes constrangimentos tem a ver com o perfil da estruturação dos custos, sendo que a mesma se revela pouco competitiva e servindo como impedimento à actividade.

Custo directo
O principal custo directo prende-se com a adubação 55,5 por cento, no qual tem um peso de 30,5 e o adubo– cobertura 24,9; seguido pelos insumos 36,4, sendo que as sementes têm um peso de 26,0 e o calcário 10,4.
Na agricultura empresarial, os insumos com 26,6 por cento detêm um peso significativo, no qual as sementes têm um peso de 16,8 e o calcário 9,8 seguida pela adubação com 26,1.
Angola sofre, também, de constrangimentos infra-estruturais, devido ao mau estado das estradas, caminhos-de-ferro, número exíguo de represas para irrigação, grande dependência da energia alternativa, induzem à falta de competitividade estrutural nos custos de produção com repercussões directas nos preços dos produtos agrícolas.
Outro factor muito importante que tem um efeito directo no aumento ou redução da produção, tem a ver com a disponibilidade, a tempo útil, de insumos agrícolas, sementes e fertilizantes.

Produção africana
Para o continente africano, o milho, a mandioca e o arroz, constituem os alimentos mais consumidos. Estima-se que mais de 300 milhões de africanos dependam do milho como o seu principal alimento. Estimativas de agências internacionais e regionais apontam que o continente produz mais de 70 milhões de toneladas de milho/ano (feita pelos agricultores familiares), usando 37 milhões de hectares, e consome mais de 300 milhões de toneladas/ano. AV