O município do Dande província do Bengo, acolhe o primeiro projecto piloto de plantação do caju, implantado na região dos Libongos, enquadrado no âmbito do Programa de Desenvolvimento da Cadeia de Valores Agrícolas (PDCVA).
Lançado pelo secretário de Estado para as  Florestas, André Moda realçou na ocasião que, a escolha do Bengo é fruto dos solos férteis nesta cultura, pois tem algum histórico nesta prática agrícola.
 Orçado em 20 milhões de dólares norte-americanos, a iniciativa visa contribuir para a evolução da agricultura de subsistência para uma produção de rendimento, envolvendo agricultores familiares, em ligação com as unidades de maior dimensão, através do fornecimento de mudas melhoradas e assistência técnica especializada.
Numa primeira fase estão selecionados os municípios do Ambriz e Dande, sendo que para o Dande a fazenda possui um total de 50 hectares, tendo como mão de obra principal jovens da localidade dos Libongos.
Fez saber que o programa teve o seu início, em Cabinda com a implementação das culturas do Café, Cacau e Palmares, sendo que para o Caju a par do Bengo, Luanda está igualmente contemplada.
O governante esclareceu que, a escolha das províncias foi em função das condições dos solos, onde cada agricultor vai trabalhar num hectare e meio para retirá-lo de uma agricultura de subsistência e colocá-lo numa de renda.
“É preciso incutir às nossas populações, que é importante aos poucos, começar-se a praticar agricultura de renda, pois diminui a agressão às florestas e leva a organizar uma empresa”, alertou.
Para a província do Bengo, a exigência do Ministério é que, em cada município 50 agricultores familiares organizados estejam engajados, para posterior apoio do Executivo.
Lembrou que a cultura do Caju não requer muito esforço e muito menos a presença efetiva diária dos agricultores, por isso, vale a pena investir, porque actualmente no mercado internacional o quilo custa dez doláres.
Deu a conhecer que está acautelada a venda dos produtos a um consórcio, para que os produtores não tenham dificuldades no escoamento, e consequentemente na venda, para poder ter sequência na sua actividade produtiva.
Alinhado ao Plano Nacional de Desenvolvimento (PND) para o período 2018/2022, o projecto, financiado pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), visa contribuir para o aumento da segurança alimentar, e nutricional, criação de emprego e de riqueza nas províncias.
O vice-governador provincial do Bengo para o Sector Político, Social e Económico, António Martins coordena o grupo de trabalho local, que integra as administrações dos dois municípios e os gabinetes provinciais da Agricultura, do Desenvolvimento Económico e das Infra-estruturas.
O Caju é um produto que se tem valorizado cada vez mais no mercado internacional, daí que pensamos em apoiar os camponeses, sobretudo aqueles que já estão organizados com mudas de graça, assistência técnica.
“Os nossos técnicos das EDAS vão poder acompanhar os grupo de camponeses, agricultores familiares e as fazendas fazendo monitoria até poderem ter os seus projectos consolidados”, informou.
Antonio Martins disse ainda que, com estas premissas que estão a ser formuladas, e com o engajamento dos próprios agricultores no terreno, são por si provas evidentes de que teremos bons resultados a curto e médio prazo.