Cerca de 5,6 milhões de hectares de terra a nível de todo o país poderão ser desbravados, no presente ano agrícola (2019/2020), aberto oficialmente na passada quarta-feira, na comuna de Cambaxi, na província de Malanje.
Na ocasião, o ministro da Agricultura e Florestas, António de Assis, revelou que para a presente época foi programada a assistência técnica para mais de 1,4 milhões de famílias camponesas, contra 2,9 milhões que o sector previa.
António de Assis frisou que a incidência da função agricultura no Orçamento Geral do Estado passou de 0, 4 por cento, em 2018, para 1,57 em 2019.
Segundo fez saber, do montante global do crédito concedido pelo sector financeiro, cerca de 4,97 por cento foi destinado à agricultura, pecuária e florestas, situação que não seria ainda desejável.
Apesar disso, revelou que com a implementação do Programa de Apoio ao Crédito (PAC) , em alinhamento com o Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI) vão ser desenvolvidos esforços no sentido de aumentar as possibilidades de financiamento da actividade agrícola no país.
António de Assis garantiu ainda que para o período 2018/2019, a actuação do sector agrícola teve como objectivo geral o desenvolvimento de acções que garantem o aumento da produção de forma competitiva.

Aproveitar o potencial


O Ministério da Agricultura e Florestas está a fazer um esforço para aumentar a assistência técnica às explorações agrícolas das famílias, bem como a disponibilidade dos factores de produção a preços acessíveis de acordo com a produção das populações.
A iniciativa vai fomentar a pecuária e uma melhor gestão dos recursos florestais tendo como base, o pleno aproveitamento do potencial dos recursos naturais produtivos e a competitividade do sector.
António de Assis informou que para esta época agrícola vai ser dada especial atenção as províncias afectadas pela seca, com a intervenção no domínio da água, alimentação para o gado e de variedades de culturas resistentes à seca e a expansão das culturas de massango e massambala noutras regiões de Angola.
“Malanje pode dar uma grande contribuição para ajudar a minimizar a situação dos nossos compatriotas que se debatem com o problema da seca, visto que a província chove muito e tem uma terra fértil e com pessoas com vontade de trabalhar”, afirmou o ministro.
O objectivo, disso, acentuou, é garantir o abastecimento interno e realizar o aproveitamento das oportunidades relacionadas com os mercados regional e internacional.
António de Assis apontou como principal foco do sector que dirige para o ano agrícola que arrancou a continuidade dos programas inscritos no Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN), com particular incidência no sector familiar e empresarial
Para conferir maior capacidade intervenção do sector Agrícola, adiantou, o Executivo tem estado a trabalhar para o reforço da capacidade interna da produção de alimentos através da negociação de linhas de crédito externas.
Esta medida permitirá a instalação de linhas de montagem de equipamentos agrícolas, produção nacional de sementes, fertilizantes, entre outros insumos necessários para reduzir os custos que afecta a produção nacional.

Huambo

6.600 componeses recebem fertilizantes

Cerca de 6.600 famílias camponesas do município da Caála, na província do Huambo, começaram a receber na passada terça-feira, 330 toneladas de fertilizantes, com objectivo de incentivar o alargamento das áreas de cultivo, num projecto que está a ser implementado pela Estação de Desenvolvimento Agrário (EDA).
O facto foi confirmado à Angop, pelo responsável da EDA no município da Caála, Pinto Salgueiro Bulica, salientando que a iniciativa visa, também, incentivar os camponeses para o aumento dos índices de produção das culturas do milho, feijão, soja, mandioca, batata-rena, hortícolas e tubérculos diversos.
Os camponeses, segundo o responsável, estão a adquirir o saco de adubo NPK 12/24/12 ao preço de cinco mil kwanzas, contra os oito do mercado formal, num preço subvencionado pelas autoridades governamentais, com foco no aumento da produção, para fazer face aos desafios do segurança alimentar e diversificação económica.
Disse que o processo de distribuição está abranger, na sua maioria, associações camponesas e cooperativas agrícolas, devido a insuficiência de fertilizantes disponíveis neste município, que conta com 45.897 famílias camponesas, num total de 331.021 habitantes.
Informou que a instituição controla, actualmente, 169 associações de camponeses e 113 cooperativas agrícolas, com uma área de 90 mil e 458.4 hectares de terras agricultáveis, onde são produzidas, em média, todas as épocas, 315 mil e 167.46 toneladas de produtos diversos.
Durante a época agrícola 2018/2028, o EDA distribui 700 toneladas de fertilizantes a 12 mil famílias camponesas das comunas da Calenga, Catata, Cuima e da sede municipal, esta última a 23 quilómetros da cidade do Huambo.