O Ministério da Agricultura e Florestas atribuiu na passada terça-feira,14, na localidade do Úcua, província do Bengo, a quota de aproximadamente 288 mil metros cúbicos para a exploração de madeira em todo o território nacional, no quadro da campanha florestal 2018.
O ano passado a quota foi de 280 mil metros cúbicos, sendo que este ano, houve um aumento de oito mil metros cúbicos.
Em 2017, foram licenciadas perto de 330 empresas, sendo que este ano, serão licenciadas 200, em função das medidas que o Sector está a tomar, no sentido de fazer análises das actividades técnicas e a capacidade financeira das empresas envolvidas neste segmento.
Por este motivo, o secretário de Estado para as Florestas, André de Jesus Moda, apelou aos empresários florestais para a necessidade de aprofundarem o conhecimento da Lei de Base de Florestas e Fauna selvagem, o novo regulamento florestal a fim de compreenderem todos os pressupostos neles estabelecidos.
O responsável, que falava na comuna do Úcua (Bengo), no acto da abertura da campanha florestal 2018, disse que esta medida irá facilitar a realização plena das suas actividades no Sector.

Disciplinar o Sector
O novo regulamento florestal, de acordo com André Moda, é parte de “um vasto conjunto de medidas” que o Sector tem vindo a implementar, a algum tempo com o objectivo de melhorar e disciplinar o mesmo.
A iniciativa prevê igualmente a gestão dos recursos florestais face às irregularidades que se vinham, observando, sobretudo, no domínio da exploração, transportação e comercialização até o destino final.
Realçou que no domínio da exploração, além da licença anual, foi introduzido o regime de contrato de concessão florestal, que traz consigo a obrigatoriedade de apresentação do plano de gestão e de reflorestamento da área submetida à exploração.
Segundo o Secretário de Estado de Florestas, foi adoptada ainda uma medida cautelar que consiste na interdição temporária da exploração das espécies como o Mussivi (Guibourtia coleosperma) e o Pau-Rosa (Swartzia fistuloides), que são mais exploradas nos últimos anos de forma a permitir que seja realizado um trabalho de inventariação e avaliação do seu estado actual.
Quanto à transportação, disse que a nova legislação florestal veio proibir a circulação interprovincial da madeira em toros e estabelece requisitos para uma transportação salutar da madeira serrada.

BENGO
Governadora quer mais empregos no sector 

A governadora provincial do Bengo, Mara Quiosa, exortou os empresários locais do sector florestal, no sentido de aumentarem a produção, com o propósito de criarem mais empregos junto da camada jovem.
Na ocasião, reiterou a preocupação de geração de postos de trabalho para os jovens no sector florestal, uma vez que as serrações são as fontes de emprego.
Segundo Mara Quiosa, a província do Bengo controla nove serrações, das quais sete estão em funcionamento, aguardando que as duas que se encontram paralisadas entrem em funcionamento para aumentar a produção e a mão-de-obra local.
Lembrou aos empresários que tenham o governo da província como um parceiro importante e que tudo será feito para que os objectivos da classe empresarial sejam alcançados.

Impacto ambiental
Sobre o impacto ambiental pediu aos empresários florestais o cumprimento escrupuloso do ambiente, continuando a realizar o seu trabalho, mas tendo sempre em atenção o respeito ao ecossistema e à preservação do meio ambiente.
Chamou ainda a atenção a todos operadores para que nas zonas de exploração se faça sempre a reposição ou plantação de cada árvore que se cortar, no sentido de reflorestar as referidas áreas.