Os camponeses agrupados em cooperativas nos municípios do Lubango e Jamba, província da Huíla, podem vir a aumentar a capacidade de produzir cereais, hortícolas e tubérculos, com a entrega, recentemnete, de juntas de bois, charruas e outros instrumentos feita pela secretaria do Presidente da República para os Assuntos Sociais.Beneficiaram dos imputes agrícolas camponeses associados da comuna da Quilemba (Lubango) e Cassinga-Tchamutete (Jamba).A vice-governadora da Huíla para o sector Politico Social e Económico, Maria João Chipalavela, entregou de forma simbólica, os bens em representação da secretária do Presidente da República para os Assuntos Sociais, Fátima Veigas, na presença de altos funcionários daquele órgão.“Pensamos que este projecto é uma oportunidade para que os jovens possam ter emprego e até provavelmente dar emprego a outros jovens e aumentar os seus rendimentos”, disse Maria João Chipalavela.Acrescentou que existe ainda poucas experiências em cooperativas de crédito comunitário, que pode ser uma oportunidade para os jovens e pequenos produtores.

Comunidade kohi-San
Além dos camponeses, beneficiaram também dos bens, a comunidade kohi-san, que se encontra na localidade da Mucha-Tchikuakanda, no município da Jamba.
O representante da tribo khoi-San Francisco Tchipalanga disse que estão controlados 462 pessoas.
Explicou que as pessoas daquela comunidade já cultivam massango, milho, massambala, melancia, feijão e cana-de-açúcar.
“Precisamos de pelo menos mais 20 juntas de boi para que o trabalho do campo seja feito bem”, defendeu, acrescentando “temos recebido muito apoio do Governo e o ganho está a permitir que os membros da comunidade estejam concentrados”, afirmou.
A associação de camponeses organizados da Macaia e as mulheres associadas da mesma localidade, na comuna da Quilemba, municípios do Lubango, agradeceram o gesto da Secretaria para os Assuntos Sociais da Presidência da República, pela iniciativa.

Satisfação
Manuel Leandro, 54 anos, e morador da Quilemba Nova, disse que há muita população que se dedica a agricultura.
Actualmente, disse, produtos como o milho, massambala, massango, trigo e a semente são adquiridos no mercado paralelo porque a seca prejudicou as culturas.
Informou que na associação, estão inscritos mais de 60 famílias, com 135 integrantes.
A associação está a passar por várias dificuldades, com realce para a falta de charruas, gado de tracção animal, enxadas, sementes e outros, associadas a falta de chuvas.
A associação precisa de duas represas no rio Maputo e outra na Nomphaka, para que haja mais água para a irrigação.