Angola substituirá a importação de materiais de construção, através da utilização da capacidade produtiva nacional, quando os seus produtos forem competitivos em qualidade e em preço, declarou, recentemente, em Luanda, a ministra da Indústria, Bernarda Martins.
O fomento das exportações angolanas, segundo Bernarda Martins, é uma orientação do Executivo que fica ameaçada com a falta de competitividade por esta constituir um impedimento à criação de uma cultura empresarial.
A competitividade industrial, na óptica da titular do sector, dependerá fortemente do seu enquadramento legislativo e das normas e procedimentos que lhes serão aplicáveis, nomeadamente dos sistemas de licenciamento industrial, de qualidade, normalização, certificação e acreditação, da garantia da defesa da propriedade industrial e intelectual e do funcionamento eficaz da inspecção industrial.
Ao discursar na abertura do “2º seminário da Associação das Indústrias de Materiais de Construção de Angola”, a ministra enfatizou o facto do “Plano intercalar”, do Governo de Angola, cuja vigência vai de Outubro deste ano a Março de 2018, fazer uma referência à produção de materiais de construção.
De acordo com o Plano Intercalar, deve-se potenciar a utilização das capacidades instaladas pelo tecido industrial, priorizando as actividades que se inserem nas principais cadeias produtivas, com realce para a produção de materiais de construção.
Recomendou às associações industriais, como de outros sectores, a preocuparem-se com os inúmeros problemas e constrangimentos que as afectam e penalizam no dia-a-dia no contexto actual da sociedade angolana.
Com a duração de um dia, o encontrou abordou a “Normalização e qualidade, normas e regulamentação da construção, assim como apresentações de Instituto Angolano de Normalização e Qualidade (Ianorq), Laboratório de Engenharia de Angola (LEA), entre outros assuntos.

Cunje atrai investidores

Por outro lado, o governo da província do Bié continua a trabalhar com o empresariado nacional e estrangeiro, para atrair e assegurar investimentos para o pólo industrial do Cunje, situado a sete quilómetros a Norte do Cuito, anunciou na passada terça-feira, o vice-governador para o sector Técnico e Infra-estruturas, José Tchatuvela.
Com esta iniciativa, pretende-se um maior investimento da classe empresarial no domínio da indústria, para alavancar a economia e melhorar
a qualidade dos habitantes.
Ao falar na cerimónia de apresentação do Sistema de Informação Integrado (SIMIND), do Ministério da Indústria, no âmbito do dia Nacional da Indústria (23 de Novembro), disse ser intenção do governo ajudar os empresários na recuperação das pequenas e médias empresas, para que haja melhoria nos negócios e fomentar a geração de mais emprego para os jovens.
Em relação ao sistema de Informação Integrado (SIMIND), explicou tratar-se de uma plataforma que vai reforçar o intercâmbio entre o Estado e a classe empresarial, visando o crescimento da economia.
O Simind assenta em três eixos, nomeadamente, a recolha e sistematização da informação, sua utilização nas actividades do ministério e a produção de conhecimento e estudo para o órgão de tutela e a sociedade civil.
Integram o sistema de informação, o Censo de Indústria de Angola, (CIANG), a pesquisa da produção industrial de Angola (PPIANG), o cadastro da indústria (CADI) e o sistema de licenciamento industrial (SILAI).
O sistema, criado no âmbito da governação electrónica, visa modernizar os serviços e enquadra-se no cumprimento dos objectivos preconizados no Plano Nacional de Desenvolvimento 2013-2017.
O sistema, do Ministério da Indústria completamente informatizado envolve os subsistemas, CIANG – Censo da Indústria de Angola, concluído em 2014 e a ser actualizado em 2019 e o SILAI–Sistema de Licenciamento Industrial que licencia as empresas com redução de custos.
Juntam-se também o ACADI – Actualização do Cadastro da Indústria e o PPIANG – Pesquisa da Produção Industrial de Angola, que funciona desde 2013. Participaram no encontro mais de 250 empresários locais.