O Executivo angolano pretende reduzir a curto prazo, a importação do peixe tilápia (cacusso) e do bagre com o incremento e aplicação de investimentos no subsector da pesca artesanal e aquicultura comunal, em todo o país.

O projecto encabeçado pelo Ministério das Pescas, sob gestão do Instituto Nacional das Pescas (INP), prevê numa primeira fase a construção de uma fábrica de ração e incrementar os centros de ensaio e investigação da pesca na água doce.

A informação foi avançada recentemente, em Luanda, pelo director do Instituto das Pescas, Nkosi Luyeye,  em entrevista ao JE.

Segundo a fonte, antigamente  a aquicultura representou nove por cento e actualmente representa 44 por cento, níveis considerados positivos, mas que, precisam de mais investimentos para se aumentar a captura  do cacuso e bagre.

Estão a ser também desenvolvidas acções formativas, dirigidas aos pescadores, com parcerias e experiência de países, tal é o caso do Ghana e Brasil, onde a tecnologia que se aplica na pesca artesanal permite maior captura.

“As novas tecnologias não alteram as características biológicas do peixe, são apenas métodos que facilitam o crescimento rápido”, disse.
Os níveis de captura do peixe de água- doce no território nacional ainda estão aquém de satisfazer o mercado nacional, motivo pelo qual  tem-se recorrido à importação deste alimento, que é consumido em grandes quantidades no meio rural.

Com a criação dos centros de ensaio, segundo a fonte, pretende- -se que as espécies se multipliquem em pouco espaço de tempo, sem contudo alterar as suas características originais.
     
Angola tem um potencial hídrico em várias províncias que possuém lagoas, afluentes e ri
os. Do levantamento realizado pelos técnicos do IPA, no âmbito do fomento da aquicultura, foram contabilizados 12 principais rios nas 18 províncias.

Na perspectiva do responsável, além deste potencial, o país é maioritariamente tropical com condições climáticas e óptimas para o cultivo de bagre e tilápia, espécies com alto valor proteíco e comercial.

Estas duas espécies, segundo o estudo realizado por especialistas do IPA, podem ser cultivadas a todos os níveis de forma semi e intensiva