A captura de pescado na província do Namibe atingiu, nos últimos seis meses do ano, 9.034 toneladas de pescado diverso, uma redução de 4.541 em relação ao período homólogo de 2017.
Dessa quantidade capturada nos últimos seis meses, seis mil e 951 toneladas destinaram-se ao consumo directo, 163,80 para salga e seca, mil e 641,50 toneladas em congelação e 276,80 toneladas para farinha de peixe, segundo o director provincial das Pescas e do Mar, Isaac Cativa Herculano que falava à Angop.
“A indústria de transformação dos produtos derivados do Mar, registou uma produção de mil 596,5 toneladas de peixe congelado, 230,980 de peixe seco, 6,7 de caranguejo, 69,2 de farinha de peixe e 31,5 de óleo de peixe.
Adiantou que parte do pescado tem sido comercializado em algumas regiões do país, como Huíla, Cunene, Huambo, Bié, Malange, Uíge, Luanda e Lundas. O sector salineiro neste período teve uma pequena baixa com uma produção de mil e 691 toneladas, contra mil e 747 do período homólogo de 2017.
Na província, o sector controla 474 embarcações, sendo 14 de arrasto demersal, uma de arrasto pelágico, 31 de cerco, cinco de gaiolas, três de emalhar e 420 artesanais.

Obras paralisadas
Por outro lado, o director provincial das Pescas e do Mar revelou que as obras da construção do entreposto frigorífico no Saco-Mar, município de Moçamedes, estão paralisadas desde Agosto último, devido à falta de valores monetários.
Referiu que as obras tiveram início no primeiro trimestre do ano em curso e estão inseridas no âmbito do programa de requalificação da marginal do Namibe.
O responsável disse que o entreposto é uma estrutura de apoio à pesca, especializado fundamentalmente na atracagem de embarcações de pesca industrial, semi-industrial e artesanal.
“É um projecto de âmbito central que vai contar com um entreposto frigorífico equipado com sistema de recepção de pescado a partir das embarcações, processamento, transformação , conservação e congelação do pescado”, disse.
O projecto contempla ainda a construção de um mercado de peixe, com capacidade para albergar 60 vendedoras e terá também uma fábrica de gelo.
“O fundamental com este projecto é descongestionar o actual porto pesqueiro, uma infra-estrutura pertencente ao Porto Comercial que nos próximos tempos poderá ser usada apenas para atracagem de navios de pequeno porte”, sublinhou.

DESAFIO

Ante-projecto da propriedade industrial VAI À discussão

O Ministério da Indústria realiza no dia 23 de Novembro, numa das unidades hoteleiras de Luanda, a conferência de apresentação pública do Anteprojecto de Lei da Propriedade Industrial.
De acordo com o Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa da Indústria, o evento tem por objectivo a apresentação do Ante-projecto da Lei da Propriedade Industrial à sociedade, especialmente dos seus pontos estratégicos e resultados esperados com a sua aprovação e implementação, bem como a sensibilização dos cidadãos sobre a importância da propriedade industrial em todas as actividades da vida social e económica.
O Ante-projecto da Lei da Propriedade Industrial foi elaborado em alinhamento com o Plano de Desenvolvimento Nacional 2018-2022, pelo que o mesmo visa contribuir na melhoria do ambiente de negócios no país, aumento da competitividade e produtividade.
Pela transversalidade da temática, a presente proposta tem como destinatários todos os sectores da actividade económica e da sociedade, em geral, porquanto a sua aplicação traz vantagens significativas a todos.
A proposta de lei visa instituir um sistema de gestão, promoção e protecção de Direitos de Propriedade Industrial compatível com as exigências económico-sociais actuais, à luz dos ditames estabelecidos pela Constituição.