O elevado preço do peixe carapau nos frigoríficos nas zonas periféricas do Bié está a preocupar os consumidores que fazem desta
espécie a refeição de preferência.
O JE fez uma ronda nas várias artérias da cidade do Cuito e verificou a escassez do carapau que tem sido a espécie mais procurada nas últimas semanas pelos pelos habitantes locais.
Por exemplo, a mala de peixe carapau de 20kg em alguns frigoríficos, variam de forma considerável atendendo o tamanho que a mesma apresenta.
Já a mala de peixe de 15 kg do tamanho médio está no valor de 17 mil kwanzas, enquanto noutras câmaras frigoríficas a caixa com o mesmo peso está no valor de 18 mil kwanzas.
As revendedoras de peixe as chamadas zungueiras, ficam à espera de clientes em frente às câmaras frigoríficas para associarem valores e comprarem a quantidade de peixe que necessitam.
Maria Madalena de 38 anos de idade, mãe de (4) filhos, é compradora e revendedora de peixe na cidade do Cuito, explicou ao JE que vende peixe diverso há 4 anos e acorda geralmente as 5 horas da manhã para encontrar a boa mercadoria.
A comerciante explica que o peixe carapau, o Cachuchu e a Corvina, são as espécies mais difíceis há um mês, no Cuito.
Em relação ao método de sócias, para a compra do peixe, a comerciante disse que fazem isso quando os preços sobem. “Esperamos os clientes que vêm comprar meia caixa para casa e juntamos 50 por cento cada para dividirmos”, realçou.
Judith Cassinda de 42 anos de idade, gerente de uma das arcas frigoríficas no Cuito, confirmou que há escassez de peixe no mercado há um mês.
Para a gestora, a maior parte dos frescos comercializados são provenientes das províncias de Benguela e Namibe, que também enfrentam uma roptura no processo de distribuição.
Bernarda Paulino de 33 anos de idade, mãe de dois filhos e residente na centralidade “Horizonte”, explicou que o preço dos frescos estão cada vez mais altos.
A caixa de frango de 15 kg, por exemplo, varia de 5.500 a 6.000 kwanzas, enquanto a de salsichas de galinha custa actualmente 5.500 kwanzas.
A sardinha e a galinha rija são as variedades dos frescos que dificilmente faltam nos frigoríficos existentes na cidade do Cuito e arredores.
A sardinha é o tipo de peixe com o preço mais acessível ao bolso dos consumidores custando 4.500 kwanzas/mala.
Em relação ao consumo de carne, a população procura comercializar a variedade de carne natural que é verificada pelos serviços de veterinários antes de ser abatida no matadouro, na zona periférica do município do Cuito.
Rosa Soma de 35 anos de idade, enfermeira de profissão, garante que a carne vendida no matadouro é segura e preferível.