Os promotores imobiliários consideram que o negócio baixou, se comparado com o período que antecedeu o “despoletar” da crise económica e financeira, em 2014.
Obter uma residência em Luanda, envolve muito dinheiro. Por exemplo, Mário Calembe, promotor imobiliário, considera que o negócio habitacional está quase
insustentável.
“Enquanto prevalecer a crise haverá sempre brechas para a especulação dos preços”, destaca a fonte.
Há revelações de existirem mais de 300 obras habitacionais em fase de acabamento, face à fraca disponibilidade da banca, o cancelamento de financiamentos.
Calcula-se que 50 por cento do crédito concebido aos promotores habitacionais está empatado em obras paralisadas, como consequência o preço das casas estão ainda muito caras.

Preços altos
Uma ronda feita pelo JE, pode constatar que a promotora “In planeta imobiliária” uma residência acabada custa mais de 25 milhões de kwanzas, o cliente pode pagar em três parcelas.
No condomínio “Palm Residence”, em Talatona, a renda de um apartamento T2, custa 180 milhões de kwanzas e o arrendamento é de 750 mil, com uma taxa de condomínio 87 mil kwanzas.
A procura de uma habitação entre 2017 e 2018 está calculada em 15 por cento, os municípios de Talatona, Viana e Belas lideram a lista das áreas mais procuradas para habitar.
O preço de uma casa de alto padrão nas referidas áreas, segundo a fonte, chegou a custar em mais de um milhão de dólares, enquanto no Zango pode custar dois milhões de kwanzas.
Uma parcela para erguer um projecto habitacional, baixou um espaço que rondava os cinco milhões de kwanzas está em quase dois
milhões de kwanzas.
Na zona do Bita, nas proximidades da centralidade do Kilamba, um espaço de 40 metros quadrados custa em média cerca de dois milhões de kwanzas.
O promotor imobiliário Mário Calembe esclarece que com letargia que se observa na actuação da banca comercial, fica difícil impulsionar o sector imobiliário.
Tida como placa giratória entre os promotores e mediadores do mercado imobiliário público e privado.
A saída da crise no sector passa em aplicar estratégias e parcerias entre a banca, Apima e instituições estatais que intervêm nos projectos habitacionais, refere a fonte. O cidadão António Garcia pretende obter uma residência faz tempo, mas o actual cenário não lhe facilita, conta que as casas estão muito caras.
“Não consigo ter uma casa. Estão muito caras e o poder de compra baixou muito”, lamentou.