Os indicadores de desempenho da Sociedade Mineira de Catoca para o ano que termina configuram uma produção estimada em oito milhões de quilates de diamantes, com custos abaixo dos realizados em 2016, para uma safra quantificada em sete milhões e duzentos mil quilates do mesmo mineral, disse em conferência de imprensa, o director-geral da empresa, Serguei Amelin.
O gestor configura este quadro aquilo que designa por “bom lucro líquido” traduzido em cerca de 138 milhões de dólares norte-americanos, para uma expectativa de 155 milhões.
Destacou no domínio social, investimentos na construção de uma escola e posto médico na localidade de Sweja, a cerca de 25 quilómetros da cidade de Saurimo.
A lista de encargos abarca a construção de um bairro social para o realojamento condigno de populares, baseados na localidade de Luaxi, num projecto orçado em cinco milhões de dólares, sendo que três milhões já aplicados, por força da execução faseada de acções com vista à exploração de diamantes na localidade que detém o maior quimberlito do mundo.
Segundo o director-geral revelou que os trabalhos que antecedem o início da exploração pretendida terminam em Março, quando o processo de remoção do estéril sobre a chaminé atingir uma profundidade de 70 metros.
A realidade, disse, Catoca aponta para a extracção desde Abril, de 13 milhões e 500 metros cúbicos, que permitiram atingir uma profundidade de 30 metros, dos 70 previstos.
A parceria de Catoca com o governo da província é assinalável. Serguei Amelin referiu que entre as várias realizações, a empresa diamantífera suporta a totalidade do programa da “merenda escolar” e fornece à medida das solicitações.

Inovação e trabalho
O directro-geral da Sociedade Mineira de Catoca reconhece que a inovação da tecnologia e captação de técnicos competentes que actuam nas distintas áreas de serviço, num universo de 2.200 trabalhadores, têm estado a contribuir para o sucesso da empresa.
O gestor da principal empresa do país, ligada a exploração de diamantes apontou os constrangimentos atinentes ao recrutamento local da mão-de-obra especializada para determinados segmentos da empresa.
Destacou que por falta destes recursos, a firma tem registado elevadas despesas, com realce para o alojamento de técnicos que a nível da região não existe, e que são contratados a partir de outras zonas.
Associa-se a este problema a o stock de combustível, o que se reflecte no aumento dos custos dos serviços.
Desde o mês de Agosto, a firma instalou “uma nova linha de produção de emulsões explosivas”, que pôs fim ao trabalho que era feito manualmente, tendo sido poupado com o projecto cerca de oito milhões de dólares.

Novos desafios
Consta dos desafios para o próximo ano, avançados pelo responsável da empresa, a conclusão da extracção do estéril sobre a chaminé de Luaxi, além do cumprimento do plano anual que será aprovado em Assembleia de Sócios e respectivo programa de produção.
Serguei Amelin garantiu que Catoca, é uma empresa auto- suficiente, dotada de todas de recursos, quer humanos e materiais, que permitem expandir “a sua acção em outros jazigos”.