Com a inauguração do forno, que custou 30 milhões de dólares norte-americanos, a fábrica eleva a sua capacidade de produção de 700 mil para 1.400 toneladas/ano.
Ao falar à imprensa, a ministra destacou as vantagens que vão resultar da produção do clinquer localmente, ao contrário dos últimos cinco anos em que a fábrica importou essa matéria-prima para o fabrico do cimento (desde a sua inauguração em 2012).
Para a governante, o investimento vai trazer inúmeros benefícios, nomeadamente a poupança de divisas, através do fabrico do clinquer no país, ao mesmo tempo que aumenta a capacidade de produção para o dobro e tornar a fábrica auto-suficiente em termos de produção de cimento.

Projecto

Por seu turno, Paul Hang, o proprietário da Cimenfort, indicou que a segunda fase consiste na utilização do sistema integrado para moagem de cimento, com utilização da prensa de rolos, possibilitando duplicar a actual capacidade de produção instalada de 700 mil toneladas/ano, o equivalente a 28 milhões de sacos de cimento/ano, ou seja, uma produção diária de quatro mil toneladas
correspondentes a 80 mil/dia.
Paul Ang admitiu que com o actual investimento do sector privado nacional na área cimenteira, o país tem capacidade instalada de oito milhões de toneladas de cimento, contra uma necessidade de consumo anual de seis milhões de toneladas, o que faz com que seja possível exportar para países vizinhos.
Indicou a propósito que no caso específico da Cimenfort, o sistema integrado para moagem de cimento de prensa de rolos foi financiado, maioritariamente, pelo CommerzBank da Alemanha, em parceria com o Banco de Negócios Internacional de Angola, havendo uma quota-parte de recursos próprios.
Poul Ang manifestou gratidão por conseguir a confiança do Banco Internacional Alemão (CommerzBank) que concedeu um empréstimo privado de longo prazo, orçado em outros 120 milhões de euros para aquisição de equipamentos de produção do clinquer.
“Por essas conquistas que a empresa atingiu em cinco anos de existência, associo e agradeço o apoio do Governo e do povo angolano, através dos órgãos e autoridades oficiais”, disse.
Após a inauguração da segunda fase da fábrica, com 280 funcionários, dos quais 93 por cento nacionais, foi assinado um protocolo de financiamento dos 120 milhões de euros que vai permitir o fornecimento de equipamentos capazes de garantir o funcionamento pleno da unidade produtora de clinquer, cujo material será fornecido por empresa Alemã.
Rubricaram o documento pela Cimenfort Paul Hang e Daniel Uttelbech pela Humboldt Wedag e Martin Hercules pela CommerzBank.