O Recenseamento Agro-pecuário e Pesca (RAPP) arranca em Fevereiro próximo e termina em Dezembro de 2020, para recolha, processamento e disseminação de dados da produção pecuária e piscatória do país, anunciou, em Luanda, o coordenador-geral adjunto do recenseamento. Anderson Jerónimo. O RAPP marca uma fase em que o país está a relançar a produção, onde as instituições de ensino e empresários precisam de maior informação estatística, para produzir os documentos que podem melhorar a elaboração dos planos, das estratégias, bem como permitir um maior controlo e aplicação da política pública, disse Anderson Jerónimo. Para a realização do recenseamento, o Instituto Nacional de Estatística (INE) dispõe de cerca de 25 milhões de dólares norte-americanos para o referido processo, financiado pelo Banco Mundial, sendo que 583 mil 854 dólares para a fase piloto, usd 18 milhões e 402 mil para o RAAP principal e seis milhões e 12 mil dólares para inquéritos complementares. Para este trabalho, o Instituto Nacional de Estatística (INE) vai aplicar mais de 731 milhões de kwanzas para pagar salários aos recenseadores RAPP 2018/2019. Cada recenseador vai receber 90 mil kwanzas/mês, bem como uma merenda de 1.500 e 10 mil kwanzas se passar a noite numa aldeia, entre outros subsídios devidamente assegurado para o processo, que vai reunir 825 recenseadores, durante
os cinco meses de trabalho. O consultor do secretário de Estado para Agricultura e Pecuária e coordenador técnico do RAPP, Domingos Manuel da Silva, referiu que o recenseamento vai fazer várias fotografias sobre estrutura produtiva o sector agrícola, pecuária e piscatória, bem como o que o país tem nesses três sectores, assim para “termos uma fotografia da realidade das aldeias do país, desde as infra-estruturas, incluindo as vias de acesso”. O RAPP 2018/2019 foi aprovado pelo Decreto Presidencial nº 189/18, de 7 de Agosto, que estabelece as normas para a sua realização, e o Decreto nº 194/18, de 20 de Agosto. Para o trabalho, deverão ser utilizadas 230 viaturas, sendo que 114 estarão distribuídas a igual número de equipas técnicas. Antes de entrar em campo, o RAPP realizou uma experiência piloto em cinco províncias, Cuanza Sul, Benguela, Uíge, Cunene e Moxico. O trabalho piloto foi executado por 70 recenseadores, divididos em 10 equipas. Nesta fase, foram aplicados quatro tipos diferentes de questionário: de listagem dos agregados familiares nas aldeias e secções censitárias; comunitário ou das aldeias; das explorações agro-pecuárias e piscatórias familiares; e das explorações modernas ou das médias e grandes empresas agro-pecuárias e agrícolas. Próximas etapas O RAPP será realizado em quatro momentos, começando pela aplicação do questionário comunitário ou das aldeias para identificação das infra-estruturas e serviços básicos, caracterização de fenómenos meteorológicos anormais e dificuldades para produzir e escoar produtos do campo.