A Centralidade habitacional do Uíje, em construção na zona do Kilamoço, tem prevista a conclusão das obras para 2014, altura em que começam a ser disponibilizadas as primeiras residências aos respectivos beneficiários. A garantia foi dada, recentemente, ao JE pelo governador Paulo Pombolo, para quem também esta estratégia de construir habitações condignas em todo o país visa a desconcentração dos principais centros urbanos, além de fixar quadros técnicos nas áreas onde eles são necessários.

Dados a que tivemos acesso indicam que, neste momento, um total de 1.200 residências já está concluído. No fim das obras, vão estar disponíveis 4.500 apartamentos, isso só para o município do Uíje. No Negage deverão ser edificadas um total de 2.500 residências, além do programa em curso de construção de 200 casas em todos os municípios da província.

Parceria inglesa
Ainda no domínio da construção de habitação condigna, Paulo Pombolo disse que a parceria com os ingleses deve assegurar a construção de cinco mil fogos na área da Katapa, o que faz acreditar que o desenvolvimento seja irreversível. De acordo com o governador Paulo Pombolo, a província do Uíje, embora conhecida pelos seus níveis de produção do café, também possui uma agricultura muito participativa na oferta dos bens essenciais às famílias locais e mesmo pelo país, além de concentrar no seu subsolo um riquíssimo potencial mineiro.

“Além do sector social, temos aqui a oportunidade de mostrar em como o Uíge trabalha na formação do homem novo. Estamos a nos referir dos investimentos que efectuamos na educação, fixação da Universidade e de Institutos Superiores”, disse.

Para o governador, a agricultura é, sem sombra de dúvidas, o forte da província e a produção pecuária tem servido de complemento. O facto de chover durante nove meses, disse o responsável, o Uíje dispõe de todas as condições essenciais para que a agricultura produza de tudo o que queira plantar em seu solo.

Paulo Pombolo disse que a província que dirige está a desbravar os caminhos do seu desenvolvimento, sendo por isso um compromisso do seu elenco a concretização das várias metas propostas no seu programa de governação. Conforme disse, e no âmbito do plano provincial de desenvolvimento até 2017, a província está apostada na criação das melhores condições para que jovens e adultos possam trabalhar, formar-se e encontrar espaço para a sua realização pessoal.

Mesmo que uma das condicionantes actuais seja a escassez de infra-estruturas, destruídas pela fastidiosa guerra, Paulo Pombolo diz não ter dúvidas que num curto espaço de tempo muitos dos problemas de hoje farão parte do passado e da história de um povo que junto está a trilhar os caminhos do crescimento efectivo. Desde logo, a reabilitação das estradas assumiu-se como tarefa principal, para que, interligadas as localidades, seja levado o desenvolvimento às comunidades.

“Hoje, podemos chegar a Maquela do Zombo, que dista da sede do Uíje há mais de 300 quilómetros (km), sem grandes constrangimentos. Temos outros quilómetros (km) para entrarmos em Quimbele, enfim, mais de 400 km estão a ser integralmente asfaltados e com o ganho adicional da energia eléctrica proveniente de Capanda já abastecer os municípios do Uíge, Quimbele, Maquela do Zombo, só para citar estes”, referiu.

Nova vida no Uíje
A Universidade Kimpa Vyta tem sido um excelente motor do desenvolvimento da província. Com cerca de 11 mil estudantes, o governador Paulo Pombolo acredita que a perspectiva de chegada dos cursos de medicina e das engenharias, nos próximos anos, serão outros catalisadores desse amplo desenvolvimento.

Embora a água ainda não jorra pelas torneiras de todos os municípios, o programa “Água para Todos” está em marcha e, nos pontos de escassez, as administrações levam por vias alternativas este bem essencial à vida. Isso faz o governador não ter dúvidas de que a próxima etapa seja também levar os serviços bancários para os restantes municípios, uma vez que a sede da província já garantiu a presença de quase todos os operadores da banca comercial angolana.

“Precisamos abordar os bancos para que estes possam ir ao interior, pois que lá também há dinheiro. Há pessoas que queiram fazer poupanças e outros que pretendem trabalhar com outras valências para o desenvolvimento da província”, afirma.

Uíje conta com quatro hotéis e a construção de novas unidades assume-se como estratégico para o desenvolvimento do turismo. Para o governador, essa tarefa deverá ser efectivada com a participação de investidores privados. A recente inauguração do aeroporto provincial alinha já a tarefa de facilitar as ligações com o resto do país e, sobretudo, com a capital.

O desporto faz parte de uma boa governação e o futebol é a paixão das multidões, daí que Paulo Pombolo diz ter dedicado especial atenção ao crescimento de agremiações e praticantes de desporto. A subida da União Sport Clube do Uíje, equipa que em 2014 vai disputar o girabola, principal campeonato de futebol em Angola, represente a vitória do crer e do bem-fazer de todos os uigenses.