Os centros de formação profissional dos Caminhos-de-ferro de Luanda, Benguela e Moçâmedes, em construção nas cidades do Huambo, Lubango (Huíla) e Catete (Luanda) vão revolucionar o sector ferroviário no país, com a formação de quadros competentes.
A afirmação é do ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás, que falava na passada segunda-feira, à imprensa, à margem da visita do ministro da Defesa, João Lourenço, às instalações do Centro de Formação Profissional do CFB
na província do Huambo.
Na ocasião, Augusto da Silva Tomás referiu que os projectos vão complementar os trabalhos já feitos no domínio da reestruturação dos
caminhos de ferro do país.
“São projectos enquadrados no programa de reforma dos caminhos-de-ferro de Angola, por serem erguidos com o objectivo de se constituírem em centros de referência de instrução e de formação de quadros competentes para o sector, a fim de que haja maior desenvolvimento das acções a serem levados acabo”, realçou.

Aposta na formação
A formação do homem, disse, constitui o principal desafio, enquanto capital fundamental para a manutenção dos meios e equipamentos, visando a sua transformação em benefícios para a sociedade, na garantia de uma gestão empresarial correcta, de acordo com os padrões
e paradigmas adequados.
Frisou que se trata de um investimento que visa concretizar a aposta do Executivo na diversificação da economia do país, e na diversificação
da renda e de emprego.
Neste sentido, prosseguiu, os quadros a serem formados deverão trabalhar para garantir os esforços físicos e financeiros do Estado, para que os investimentos no sector ferroviário sejam colocados de forma eficiente à disposição das empresas e da população.
Sublinhou que o sector ferroviário tem conhecido grandes avanços, fruto dos esforços do Governo angolano, com a reforma legal do sector, a reestruturação das três empresas ferroviárias com a aquisição de novas locomotivas e uma linha férrea totalmente nova com estações especiais,
de primeira e segunda classe.
Contudo, salientou que esforços continuam a ser envidados, sobretudo na efectivação da ligação com a linha ferroviária da República democrática do Congo e da Zâmbia, no âmbito da parceria
com os mesmos estados.
Fez saber que os centros profissionais terão uma capacidade para formar anualmente 600 alunos de nível médio, nas áreas de maquinagem, electricidade, comunicação, transporte, assentadores
de via e condutores.
Os três caminhos-de-ferro de Angola contam com uma extensão total 2.866 quilómetros, tendo sido
reabilitado e modernizado.