Numa altura em que grande parte da malha rodoviária fundamental está praticamente inoperante, as unidade aeroportuárias do país podem jogar um papel fundamental no processo de alavancar a economia nacional. O sector turístico é um segmento da actividade económica que, devido à transversalidade com os vários ramos, pode contribuir para o equilíbrio da balança de pagamentos, tendo em conta o enorme potencial do país. Segundo a ministra da Hotelaria e Turismo, Ângela Bragança, que na semana passada procedeu, a visita de campo em alguns restaurantes e a Floresta da Ilha do Cabo, em Luanda, disse que vários problemas que o sector enfrenta a nível de todo o território nacional podem começar a ser debelados. Ângela Bragança, que depois da visita manteve um encontro com os operadores do sector, afirmou à imprensa que a situação das acessibilidades entre os diversos pontos do país poderão também constar da pauta do sector este ano, sendo que a intenção é de uma concertação entre os diversos departamentos ministeriais para que a situação esteja solucionada. “Depois deste encontro e das questões que foram colocadas, estas situações têm que ser analisadas com maior urgência, nomeadamente a possibilidade de maior intervenção da aviação civil, tornando mais célere a ligação entre as províncias e a certificação internacional dos aeroportos”, sublinhou. A ministra apelou ao redobrar de esforço dos operadores do sector em parceria com o Ministério dos Transportes para que algumas dificuldades possam ser resolvidas. “Já não é com muita facilidade que se faz a viagem terrestre ao Huambo ou Benguela. Logo, as unidades ressentiram uma retracção, mas que têm sido ultrapassadas”, precisou.

Compromisso
A visita teve como objectivo constatar “in loco” o funcionamento das unidades hoteleiras e turísticas, dificuldades e perspectivas de melhoramento dos seus serviços. Durante o encontro, os gestores das unidades hoteleiras e restaurantes da Ilha do Cabo apresentaram à ministra as várias dificuldades por que passam, sendo que, até algumas são básicas, como por exemplo, a falta de água potável, energia eléctrica (da rede pública), saneamento básico e acessos. Apesar destes constrangimentos, Ângela Bragança entende que o sector exige criatividade por parte dos agentes que nela operam, tendo garantido que não faltará apoio institucional.
Sublinhou que o Plano de Desenvolvimento Nacional 2018/2022 deve ser partilhado e conhecido, para que cada um possa dar a sua contribuição. “Temos que considerar que já se fez muita coisa, em termos de capacidade hoteleira, empreendimentos de restauração, bem como no domínio da animação turística”, destacou Salientou que agora o desafio passa pela parceria entre as agências de viagens e operadores turísticos, no sentido de se operacionalizar a capacidade instalada. “Queremos que as diferentes áreas harmonizem as acções para que os investimentos possam fluir”, disse.