O ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás procedeu, na passada sexta-feira (18), à inauguração de nove estações do Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB). Trata-se das estações do Negrão (apeadeiro), Mina (apeadeiro), Cango (apeadeiro), Ombe (apeadeiro), Cábio (3ª classe), Caimbambo (3ª classe), Calenguer (3ª classe) e Cubal (2ª classe) numa extensão de 130 quilómetros, além da ponte nº 6.

O projecto enquadra-se no programa de reabilitação e modernização das infra-estruturas do CFB, numa extensão de 1.344 quilómetros, ligando o Lobito (Benguela) à cidade do Luena (Moxico), num investimento global de 1,8 mil milhões de dólares americanos. A comitiva ministerial fez o trajecto de comboio, partindo da estação principal do CFB no Lobito, até ao município do Cubal. Naquela localidade da província de Benguela, o governante destacou, na sua breve intervenção às populações que aguardavam ansiosamente pela inauguração das infra-estruturas, que os clientes dos comboios do CFB estão agora muito bem servidos, e com boas condições de embarque e desembarque.

Balanço
Durante o exercício económico de 2012, o CFB realizou 1.103 comboios, que transportaram 159.200 passageiros e 4.005 toneladas de mercadorias diversas, com particular realce aos materiais de construção. Dados indicam que no primeiro trimestre deste ano, foram realizadas 233 viagens de combio que transportaram 52.360 passageiros e 3.800 toneladas de mercadorias diversas.

Iniciativa privada
Segundo uma fonte da empresa ferroviária, as oportunidades para o sector empresarial privado ao longo da via-férrea já são visíveis, principalmente nos projectos de implementação de unidades industriais, terminais de carga e centros logísticos. Como exemplo, a fonte revela que foi concluído o ramal da nova fábrica de cimentos da empresa “Cimenfort”, localizada no município da Catumbela (Benguela); o projecto em construção do terminal de carga da firma “Angofret”, na zona do Dango, província do Huambo.

Depois de concluído o processo de modernização, o CFB terá a capacidade para transportar 4 milhões de passageiros e 2 milhões de toneladas por ano.