O Caminho-de-ferro de Moçâmedes (CFM) está pronto para aumentar as frequências e rentabilizar o investimento de cerca de mil milhões de dólares, realizado pelo Estado angolano, na recuperação e modernização da linha-férrea e infra-estruturas de apoio.
O anúncio foi feito pelo presidente do conselho de Administração da empresa, Daniel Quipaxe, na cerimónia de entrega definitiva das infra-estruturas ferroviárias do CFM, realizado recentemente, na cidade do Lubango (Huíla), após o processo de reabilitação e modernização iniciado em 2006.
Para o gestor a empresa está em condições técnicas e humanas para começar a alavancar a economia da região.
“A partir de hoje, começamos a circular sem constrangimentos e sem limitações permitindo assim a realização de número de frequências de comboio de passageiros e carga no sentido de transportação de mercadorias e alavancar a economia da região”, disse.

Serviço a prestar

Segundo avançou que a empresa pretende dinamizar as estratégias de gestão capazes de aumentar as receitas de transporte de passeiros, granito, mercadoria contentorizada e dentro em breve os minérios de ferro e ouro para que à médio e longo prazo, o CFM deixe de depender exclusivamente
do Orçamento Geral do Estado.
Informou que o programa de reabilitação e modernização iniciado em Janeiro de 2006, consistiu na subsituição da linha férrea, construção de 57
novas estações de várias classes.
O projecto contemplou a instalação de um novo e moderno sistema de telecomunicações, através de fibra óptica, sinalização e aquisição de material circulante, como locomotivas, carruagens e vagões.
O responsável aproveitou a aportunidade para anunciar que os comboios de passageiros e mercadorias começaram esta semana a circular, diariamente entre as cidades de Moçâmedes (Namibe) e Menongue (Cuando Cubango) e vice-versa, passando pelo Lubango (Huíla), numa distância
de cerca de 900 quilómetros.

Mais rigor

Ao intervir no acto, o ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás, pediu ao conselho de administração do Caminho-de-ferro de Moçâmedes (CFM), uma gestão rigorosa e eficiente, para rentabilizar o investimento realizado na reabilitação e modernização desta importante empresa pública do sector ferroviário.
O ministro disse que o novo ciclo obriga a adopção de um modelo de organização e gestão dos CFM para aplicar na íntegra e com rigor e responsabilidade, o programa de reforma institucional em curso nos Caminhos-de-ferro de Angola.
O governante disse que esta fase exige um modelo de organização de contabilidade de custos, separação das actividades entre as infra-estruturas e a
área de exploração comercial.
Sublinhou que o novo ciclo “vai exigir muito profissionalismo, mais empenho dos dirigentes da empresa e dos trabalhadores”.
Alertou que a empresa precisa adoptar um sistema de monitorização e controlo das actividades ferroviárias para rentabilização dos recursos aplicados pelo Estado no empreendimento modernizado para estar aos serviços do desenvolvimento da região Sul do país.