A circulação dos comboios do Caminho-de -ferro de Moçâmedes (CFM), que liga as províncias do Namibe, Huíla e Cuando Cubango, é dinamizada, com a inclusão de 111 novos técnicos formados nas áreas de condutores de trens, maquinistas e agentes reguladores.
A formação dos quadros do CFM que durou quatro meses e encerrou ontem (quinta-feira), na cidade do Lubango, província da Huíla, abordou o regulamento ferroviário, instruções de exploração, tecnologia mecânica e eléctrica, bem como a condução de locomotivas.
O presidente do Conselho de Administração do Caminho-de-Ferro de Moçâmedes (CFM), Daniel Quipaxe, disse ao JE que com a formação de novos técnicos, vai se cobrir grande parte das dificuldades do défice que aquela empresa vinha se debatendo.
“É um ganho grande para o Caminho-de-Ferro de Moçâmedes, e ao mesmo tempo é uma boa experiência de louvar, por ser a primeira formação, que as três empresas dos Caminhos-de-Ferro de Angola, através do Instituto respectiva, e feita pelos próprios trabalhadores formadores”.
Disse que o CFM recorria a formadores externos, mas a partir de agora a empresa está em condições de utilizar os formadores locais já preparados ao longo dos anos de existência da empresa e os novos quadros vão elevar os níveis de qualidade e performance da empresa e minimizar a escassez de pessoal técnico e ferroviário que a empresa ainda enfrenta.

Bons resultados
Com a formação de novos agentes reguladores de circulação nas estações, maquinistas e condutores de trens, o ganho, garantiu o PCA do CFM, representa 70 por cento das necessidades, em função do défice que havia nestas áreas, faltando apenas 30 por cento para que a empresa “se sinta à vontade” para cobrir às necessidades.
Para garantir o transporte de pessoas e mercadorias no traçado, Namibe/Huíla/Cuando Cubango, o CFM tem disponível 30 novas locomotivas e mais
de 100 novas carruagens.
O PCA do CFM informou que com a formação dos novos 111 quadros, a empresa passa a ter 200 trabalhadores nas áreas de maquinistas, condutores de trens, chefes de estação, agentes reguladores e especialistas de engenharia mecânica e outros. “Estamos a caminhar bem”.
No quadro da reestruturação e modernização dos CFB foram traçadas linhas de acção que estão a nortear a actividade da empresa pública. Assim, verificou-se a implementação do Programa de Reabilitação e Modernização das infra-estruturas ferroviária.
Foi feita a substituição de toda a linha férrea (carril de 50 kg/m e travessas de betão) desde Namibe ao Menongue incluindo os ramais da Jamba a Tchamutete, a construção de 56 estações novas ao longo desta linha, sendo 3 especiais, 7 de primeira classe, 11 de segunda e 35 de terceira e feita a instalação de um novo e moderno sistema de telecomunicações através da fibra óptica. Daniel Quipaxe disse que os desafios são enormes.
“Começamos já a transportar combustível e, embora ainda de forma tímida o granito para a província do Namibe e mercadorias contentorizadas.
Segundo avançou, está previsto, a partir deste mês “assumamos na plenitude e exclusividade do transporte do granito, combustível, a pedido dos governos provinciais da Huíla e Namibe e dar cumprimento a uma orientação do Executivo de preservar as estradas, principalmente das duas províncias, para que não se degradem por causa do transporte do granito negro”.

Mais qualidade
Daniel Quipaxe referiu que o Caminho-de-ferro de Moçâmedes vai continuar a elevar a “qualidade dos serviços prestados aos clientes”.
Para 2018, indicou, a empresa está comprometida em introduzir melhorias ao nível da qualidade dos serviços e da satisfação do cliente (passageiros e mercadorias) e atrair e cativar importadores na zona sul, e não só, dinamizar o corredor logístico de Moçâmedes em particular e da região sul, em geral.
Realçou que é imprescindível o cumprimento rigoroso das medidas de segurança previstas nos regulamentos, assim como as orientações superiormente imanadas, para que os serviços que são prestados sejam de excelência e do agrado.