A agro-pecuária é, além do comércio, agricultura e indústria, um dos sectores em que um grupo de empresários chineses, membros da Câmara Internacional do Comércio de Guang Dong, manifestou interesse de cooperar com o governo da província do Huambo com vista a dinamizar a cadeia produtiva e económica da região.
A intenção foi expressa por William Wang durante um encontro de que manteve com a governadora do Huambo, Joana Lina Cândido, por considerar que “a província possui solos aráveis e recursos hídricos” pelo que, indicou, “podem viabilizar a implementação de futuras parcerias entre os empresários” angolanos e chineses.
O vice-presidente da Câmara Internacional do Comércio de Guang Dong avançou que, do encontro mantido com a governadora e empresários locais recebeu informações detalhadas, das potencialidades da região do planalto central, pelo que considerou as terras aráveis para qualquer investimento, em grande escala, para desenvolver actividade agropecuária.
A parceria entre os dois países, explica William Wang, estará substanciada em duas propostas, sendo a primeira no ramo da modernização da indústria, transformação de produtos agro-pecuários e conservação, e a segunda na agricultura, comércio, hotelaria e turismo.
A China, disse o vice-presidente, está disposta a disponibilizar máquinas para viabilizar o processo de transformação e conservação dos produtos do campo, como a conservação do milho, arroz, produção de leite, transformação da carne, entre outros derivados alimentícios, assim como uma cooperação alargada às áreas científica, recursos minerais e transmissão do conhecimento.
A deslocação ao Huambo, realçou William Wang, serviu também para estreitar as relações de cooperação com as entidades governamentais, de modo a facilitar o contacto com os empresários de diversas províncias da China, sobretudo os de Guang Dong, que lidera a produção local, com 67 mil empresas associadas.
Em função das potencialidades constatadas, o vice-presidente assegurou que, nos próximos tempos, vai se trabalhar nos mecanismos de reforço dessas intenções para que os empresários chineses possam materializar efectivamente esta cooperação.
A Câmara do Comércio Internacional da província de Guang Dong conta com empresas que actuam em diversos ramos. Por este facto, o seu vice-presidente deslocou-se ao Polo de Desenvolvimento Industrial da Caála, onde estão implementadas 174 indústrias, entre ligeiras, pesadas e médias, para um diagnóstico. Passou ainda pelas fábricas de concentrados e frutas tropicais, para produção de sumo, todas situadas na área industrial da China, mas que, nesta altura, estão paralisadas devido a falta de financiamento.

Cooperação salutar
Baldílio Vaz considerou salutar a iniciativa da Câmara do Comércio Internacional da província de Guang Dong em investir no Huambo, reconhecendo que a China está doptada de alta tecnologia e com uma vasta experiência em diversos ramos da indústria transformadora, agro-pecuária e agricultura.
A parceria com a China, na óptica do chefe de Gabinete de Comércio, Indústria e Recursos Minerais da província do Huambo, abre excelentes perspectivas no relançamento das actividades na região no âmbito do processo de “diversificação da nossa economia, com maior aposta no sector agrícola, de forma a garantir a segurança alimentar e permitir a criação de mais empregos,” frisou, durante o encontro mantido com William Wang.