A exploração de ouro na localidade de Caromolloy, no município de Chipindo (Huíla), será retomada em Janeiro de 2019, depois de ter sido interrompida por mais de 30 anos.
O administrador municipal de Chipindo, Daniel Salupassa, disse ao JE que a retomada da exploração no município vai proporcionar um contributo valioso na economia da província e do país.
O governador provincial da Huíla, Luís Nunes, efectuou visita na reserva de ouro, onde foram instalados equipamentos de alta tecnologia para a exploração deste recurso mineral.
Daniel Salupassa informou que a exploração de ouro no Chipindo aconteceu até 1976, tendo acrescentado que os trabalhos de prospecção foram concluídos em 2017 e estão a ser dados passos positivos para o reinício da exploração de ouro que vai gerar emprego a muitos jovens locais.
Garantiu que a empresa Demang-SA cumpriu com todas as formalidades legais que a habilitam a arrancar com a empreitada.

Trabalhos em curso
O director-geral da Demang-SA (Desenvolvimento de Infra-estruturas e Mineração de Angola), João Nunes, revelou que os trabalhos de prospecção indicam a existência de uma reserva de ouro numa área de 67 mil hectares, correspondentes a 67 quilómetros quadrados.
Acrescentou que a empresa efectuou um investimento de aproximadamente cinco milhões de dólares norte-americanos na compra de equipamentos a partir da África do Sul, que estão a ser montados no local.
Numa primeira fase, adiantou João Nunes, o projecto vai contar apenas com uma linha de produção, com capacidade para 100 a 150 gramas por hora, resultados só possíveis de alcançar com tecnologia de ponta.
Explicou que apesar de estarem criadas as condições necessárias, entre 15 a 20 de Janeiro, começa a fase experimental de exploração de ouro na localidade de Caromoloy (Tchivela), arredores da sede municipal de Chipindo, com uma reserva de ouro de 67 mil hectares.
Acrescentou que o equipamento foi montado com sucesso e falta apenas pormenor da calibragem do equipamento já instalado, para que se possa começar a produção durante as 24 horas por dia.
“Estamos muito acima dos teores de corte que são economicamente viáveis que rondam entre meio a um grama por metro cúbico. Por isso é um projecto de todo viável”, garantiu.

Produção
A fábrica, disse João Nunes, vai funcionar com uma linha que vai produzir entre 100 a 150 toneladas por hora, com toda tecnologia de ponta, quer no período de refinamento e outros, para ter o máximo de aproveitamento.
O responsável do projecto frisou que realizou-se um estudo de impacto ambiental profundo e a esse nível faz-se a recuperação imediata dos solos na mina e a operação não envolve químicos mas sim, usamos mercúrio para fazer essa operação e é cem por cento ecológica.
Na fase de instalação de equipamentos, explicou, já foram criados 40 postos de trabalho a jovens angolanos e quando entrar em funcionamento o número vai aumentar para 70 empregos.

Benefícios
O administrador municipal de Chipindo, Daniel Salupassa, disse que o emprego e acções sociais, são valências que o projecto de exploração de ouro vai proporcionar à população local.
A acção está no início e os ganhos sociais já são visíveis, com a reabilitação de vários quilómetros de estrada, que partem da sede do município à localidade de Tchivela, onde está situada a reserva de ouro.
Disse que o projecto de ouro vai atrair muitos investidores, daí, a reabilitação de estradas ser um factor fundamental.
Por sua vez, o governador provincial da Huíla, Luís Nunes, defendeu a necessidade da reabilitação da estrada que liga aquela região.
Garantiu prestar atenção aos municípios mais distantes do Lubango, como Chipindo, Cuvango, Chicomba,
“Vamos dar mais atenção aos municípios pouco desenvolvidos e mais afastados da sede capital huilana, principalmente aos municípios de Chipindo, Cuvango, Chicomba, já que têm muitas debilidades”, garantiu.
O governador provincial da Huíla informou que em Janeiro de 2019 começam os trabalhos da construção da ponte sobre o rio Cunene, bem como a asfaltagem do troço que liga Caconda-Chipindo.