O desenvolvimento sustentável das cidades, a contratação de empreitadas, fiscalização e impacto ambiental, estará no centro de um debate do primeiro fórum de urbanismo, a ser realizado no dia 8 em Luanda, disse ao JE, o director-geral da ASPIC, ligado à consultoria de projectos, Lutumba Simão.
Confirmou que o encontro terá como objectivo a busca de soluções para os problemas urbanísticos, a concepção de um modelo de planeamento urbano que harmonize os aspectos sociais, económicos e ambientais.
A promotora do certame considera a fiscalização como o guardião da implementação efectiva destas cidades sustentáveis, vai merecer um campo de discussão mais amplo face às inúmeras irregularidades que se têm registado na execução das obras.
O primeiro fórum de Urbanismo e Desenvolvimento Sustentável vai congregar prelectores nacionais e internacionais como do Brasil e outros, e contará com a presença de políticos, diplomatas, e agentes ligados ao ramo da construção.
Para já, a Aspic projecto e consultoria é uma empresa nacional que actua no mercado angolano, com uma equipa multidisciplinar composta por profissionais experientes e comprometidos com os interesses dos clientes e parceiros, com actuação em diversos segmentos e ramos de actividade, com destaque para a construção civil e gestão e projectos.
De igual modo, actua na elaboração de projectos de obras públicas e privadas, fiscalização de obras, gestão de empreendimentos e inspecções técnicas respectivamente.

Ajudar o Executivo
A empresa pretende estar alinhada com a estratégia do Governo na implementação de infra-estruturas, aumento da produção nacional e a diversificação da economia para o crescimento sustentável do país.
O arquitecto Jacinto Sucar, em entrevista ao JE, considera que a realização destes fóruns podem ajudar a melhorar a qualidade das obras infra-estruturais em curso no país, que em sua opinião muitas delas carecem de fiscalização.
“Acho uma medida acertada destes eventos, há obras no país que não têm qualidade nenhuma e com pouca durabilidade face à fragilidade e ineficácia da fiscalização rigorosa para o desenvolvimento sustentável”, apontou.
O arquitecto defende rigor no concurso das empreitadas, fiscalização, uso de material consistente, e o acompanhamento sério para que se evite a existência de obras “descartáveis” em toda a extensão territorial.
Lembrou que em muitas regiões do país muitas obras alegadamente terminadas, concretamente casas, muitos proprietários estão a abandonar por falta de serviços básicos, segundo a fonte, tudo isto está a acontecer por causa de uma débil fiscalização.
O ambientalista Basílio Sandala, alertou para a necessidade de se acautelar os pressupostos ambientais, para que as novas cidades em construção ofereçam qualidade de vida aos moradores e proporcionem um desenvolvimento sustentável.
“As cidades actualmente apresentam temperaturas altíssimas devido a acção do homem que devastou as florestas, destruiu o meio ambiente e como consequência o aquecimento é de grande dimensão e insuportável. Temos de prevenir isto”, disse.