A partir de hoje, as cimenteiras China International Fund, localizada no Bom Jesus (Luanda), e a Fábrica de Cimento do Kwanza Sul (FCKS) passam a adquirir o combustível “Heavy Fuel Oil (HFO)” directamente da refinaria de Luanda, deixando de depender da empresa Nova Cimangola, que até então era a principal fornecedora.
A boa nova foi anunciada pelo ministro da Construção e Obras Públicas, Manuel Tavares de Almeida, durante uma visita à refinaria de Luanda, onde constatou o grau de execução da obra que está a ser feita na linha de fornecimento de Heavy Fuel Oil (HFO) para as fábricas de cimento que foram obrigadas a encerrar por falta deste combustível.
À imprensa, o titular da pasta da Construção e Obras Públicas revelou que recebeu garantias de que o produto estará disponível para que as unidades industriais possam adquirir.
Manuel Tavares de Almeida sublinhou que o problema está resolvido e começa um novo processo.
“As fábricas têm condições para o abastecimento na Refinaria”, disse, depois de ter mostrado esperança de que “o processo se desenvolva”.
Com a entrada em funcionamento das duas fábricas, espera-se que o preço do cimento volte a baixar, já que nos últimos meses o mercado ficou ressentido.
Por sua vez, o director de Relações Institucionais da Cimangola, Manuel Pacavira Júnior, sublinhou que com a reabertura das outras fábricas o
problema de cimento vai acabar.
“Estamos com um nível de entrega de seis mil toneladas/dia para o mercado, apesar do número não satisfazer o mercado. A nossa capacidade máxima tem aproximadamente 120 mil sacos dia e o mercado precisa de muito mais, com as fábricas paradas as coisas ficam mais difíceis”.
A unidade do grupo China Internacional Fund (CIF) tem duas linhas de produção, cada uma com capacidade de cinco mil toneladas/dia, sendo a produção anual projectada de 3,6 milhões de toneladas de clinquer e quatro milhões de cimento Portland, a razão de 250 mil sacos de cimento/dia.
A construção da primeira linha de produção começou em Maio de 2009 e foi concluída em Outubro de 2011, com duração de apenas 18 meses.
A Fábrica de Cimento do Kwanza Sul (FCKS) produzia 4.200 toneladas por dia. Até a sua paralisação, a fábrica contava com 900 trabalhadores
directos e 700 indirectos.
A Nova Cimangola, em meados de 2018, terá uma capacidade de produção de cimento na ordem de três milhões e 600 mil toneladas de cimento, disse o presidente do Conselho de Administração da empresa, Manuel da Silva Pacavira Júnior.
A fábrica, com um total de 250 trabalhadores, tem a matéria-prima concentrada no local (calcário, areia, e argila) e prevê criar mais postos de trabalho.

Indústria

Actualmente, o mercado nacional conta com cinco fábricas de cimento, nomeadamente a Nova Cimangola, fábricas da China International Fund (CIF), em Luanda; a Sécil Lobito e a Cimenfort, em Benguela e a Fábrica de Cimento do Cuanza Sul (FCKS), no Sumbe - Cuanza Sul.
Há poucos meses, o cimento registou a sua maior subida no mercado nacional, passando de 1.200 kwanzas, para 2.500 em Luanda e 3.500 no interior do país, sobretudo na província do Moxico.