O controlo e combate à caça e o comércio de carne de animais de grande, médio e pequeno porte, em várias regiões de Angola, pode contribuir na redução da pressão sobre a biodiversidade, por parte dos caçadores furtivos, afirmou na passada terça-feira, em Genebra (Suíça) a especialista nesta área, Tamara Ron.
Falando, em representação de Angola, no grupo de trabalho que abordou o referido assunto na 18ª Conferência das Partes sobre o Comércio de Espécies da Fauna e Flora Selvagem (COP18), Tamara Ron, afirmou que o comércio de carne de caça e seus artefactos constitui uma das principais ameaças à biodiversidade.
Segundo a Angop, no seu entender, as comunidades rurais devem ser inseridas em programas de conservação da fauna e flora para que se reduza a pressão às espécies, muitas delas em vias de extinção.
“A caça em Angola não é selectiva, animais de grande, médio e pequeno porte são abatidos por caçadores furtivos, muitos para comercialização da carne ”, disse.
A especialista advogou a necessidade de as comunidades dos centros urbanos e arredores deixarem de comprar a carne de caça para desencorajar os caçadores e vendedores.

Revisão das Convenções
A representante da Autoridade Científica de Angola, Esperança Costa, que também representou o país em grupos de trabalho ligado a plantas, lembrou que as metas de Aichi, resultantes da Conferência das Partes realizada em Nagoia, estabeleceram o plano estratégico da biodiversidade para 2011/2020, contendo 20 propósitos conhecidos como “ Metas de Aichi”, que destaca a redução da perda da fauna e flora selvagem, como a questão central.
As populações de mamíferos, répteis, anfíbios, aves e peixes caíram 60 por cento entre 1970 e 2014, de acordo com as Nações Unidas.
A delegação de Angola na COP18, que decorre até o dia 28, tem estado a participar em grupos de trabalho dos constituídos comités das “plantas e animais” e em sessões plenárias.