Contrariamente a aparente melhoria que já se verifica no abastecimento de combustível em algumas regiões do país, Mbanza Kongo continua a viver as dificuldades de acesso aos derivados do petróleo.
Numa ronda que o “JE” efectuou nos principais postos de abastecimento de combustível, a situação continua a registar uma azáfama de automobilistas à procura de combustíveis. Nas bombas da Pumangol os cones que sinalizam a ausência do produto permanecem há mais de vinte dias. Apenas na 5ª feira última os cones foram retirados para a venda exclusiva de gasóleo. Os usuários da gasolina, sobretudo os taxistas continuam estagnados. A solução para os taxistas é encomendar a gasolina de municípios longínquos
como o Nzeto, Soyo ou Luanda.
Uma fonte ligada à empresa Pumangol que se escudou no anonimato, disse que a referida bomba de combustível recebeu a semana passada, uma cisterna de 35 mil litros de gasóleo, quantidade insignificante para satisfazer a actual demanda.
Para o normal funcionamento, a bomba de combustível da Pumangol recebia diariamente, sete cisternas de 60 mil litros cada, quantidades que permitiam desafogar a procura a nível da cidade de Mbanza Kongo e não só.
As consequências da crise de combustível não se fizeram esperar. A direcção da referida empresa ordenou o despedimento de dezenas de funcionários por falta de lucros de produtividade.